Líder palestiniano exige "desculpas" a mulher de Arafat
O presidente do Conselho legislativo palestiniano (parlamento), Rawhi Fattuh, exigiu hoje "desculpas" à mulher de Yasser Arafat, Suha, por ter acusado três dirigentes palestinianos de conspirar contra o seu marido.
"É necessário que Suha Arafat apresente desculpas ao povo palestiniano porque foi dura para ele e para o presidente Yasser Arafat na sua doença", afirmou Fattuh à cadeia televisiva Al-Jazira.
"Pedimos-lhe seriamente que apresente desculpas ao povo palestiniano", insistiu Fattuh, assegurando que "ninguém pensa enterrar Yasser Arafat vivo".
Fattuh reagia a uma declaração de Suha Arafat à Al-Jazira, na qual acusou três responsáveis palestinianos de quererem "enterrar" o seu marido "vivo" para herdar o seu poder.
Os três responsáveis palestinianos que eram hoje esperados em Paris para visitar Yasser Arafat, e Suha Arafat acusou de "conspirarem", são o primeiro-ministro, Ahmed Qorei, o "número dois" da Organização para a Libertação da Palestina, Mahmud Abbas, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Nabil Chaath.
Entretanto, no ambiente de tensão gerado pelas declarações de Suha Arafat, o primeiro-ministro palestiniano, Ahmed Qorei, apelou hoje para a "unidade nacional" durante o Conselho de ministros que se realizou em Ramallah.
"Declaram a sua lealdade a Abu Amar (Arafat) o governo e também as instituições", proclamou Qorei.