Líderes da oposição venezuelanos recusam comentar ataques dos EUA
A líder da oposição venezuelana e Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, bem como o antigo candidato presidencial da oposição Edmundo González Urrutia escusaram-se a comentar para já os ataques aéreos contra a Venezuela atribuídos aos Estados Unidos.
"Neste momento, não há uma declaração oficial sobre os factos relatados na Venezuela. Qualquer informação confirmada será divulgada oportunamente pelos canais oficiais", afirmou o porta-voz oficial de ambos os opositores na rede social X.
Laureada com o Nobel da Paz no ano passado, Maria Corina dedicou o prémio ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio à causa da oposição, e afirmou que a maior homenagem a Alfred Nobel, o magnata sueco criador da distinção, será garantir a "transição para a democracia" na Venezuela.
María Corina Machado classificou a postura dos Estados Unidos como um fator-chave no isolamento do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, frisando que "a posição firme" de Donald Trump e do Governo norte-americano "de desmantelar os cartéis de droga mudou completamente a dinâmica".
Em dezembro, quando viajou para a Noruega para receber o prémio, revelou que as autoridades norte-americanas a tinham ajudado a sair da Venezuela, onde estava escondida na clandestinidade há meses.
Edmundo González Urrutia foi o candidato da oposição às eleições presidenciais de julho de 2024, na qual reclamou vitória com base nas atas eleitorais, mas as autoridades atribuíram um terceiro mandato a Nicolás Maduro.
O Governo venezuelano denunciou hoje uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos em localidades civis e militares da capital venezuelana, Caracas, e dos estados centrais de Miranda, Aragua e La Guaira.
O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, decretou estado de exceção e ordenou o "desdobramento do comando para a defesa integral da nação".
Várias explosões foram ouvidas na madrugada de sábado em Caracas, La Guaira e Miranda, num cenário de tensões com os Estados Unidos, que em agosto enviaram navios de guerra ao mar do Caribe, perto da costa venezuelana, com Caracas a denunciar ameaças.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou esta noite o ataque a alvos dentro da Venezuela, incluindo militares, numa escalada da sua campanha de pressão contra o governo de Maduro, segundo informaram fontes da administração americana à CBS News.
A Fox News também confirmou que Trump ordenou ataques aéreos contra vários alvos dentro da Venezuela, com maior foco na zona costeira ao redor de La Guaira, perto do aeroporto de Maiquetía e numa área que inclui possíveis alvos militares importantes para o regime de Maduro.
Trump alertou em novembro sobre a possibilidade de ataques ao território venezuelano no âmbito da sua campanha contra a Venezuela e o Governo de Nicolás Maduro, que acusa de supostamente liderar uma rede de tráfico de drogas.