Mundo
Líderes do G7 ameaçam a Rússia com novas sanções
Os líderes das sete nações mais industrializadas do globo dizem-se preparados para impor novas sanções à Rússia por causa das ações deste país na Ucrânia. A declaração de intenções consta de uma resolução aprovada quarta-feira à noite pelos líderes de Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Japão. Pela primeira vez desde 1997, a Rússia não foi convidada a participar na reunião de potências industrializadas.
Os líderes emitiram uma declaração conjunta em que condenam Moscovo pela “continuada violação” da soberania da Ucrânia.
“Estamos prontos a intensificar as sanções cirúrgicas e a pôr em prática importantes novas medidas restritivas para fazer a Rússia pagar um custo suplementar se os acontecimentos assim o exigirem”.
Apelos do G7 à Rússia
Na declaração ontem aprovada, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Japão apelam a Moscovo para que acelere a retirada das suas tropas da fronteira ucraniana e detenha o continuado fluxo de armas e de combatentes que entram na Ucrânia a partir da Rússia.
Pedem também à Rússia para que exerça a sua influência no sentido de convencer os separatistas pró-russos a deporem as armas no leste do país.
A cimeira do G7 em Bruxelas é a primeira a realizar-se depois de a Rússia ter sido expulsa do grupo, que então era conhecido por G8, após a invasão da Crimeia. Antes disso estava previsto que esta cimeira dos países mais industrializados tivesse lugar em Sochi, a cidade russa onde se desenrolaram os Jogos Olímpicos de Inverno.

O problema das sanções
A União Europeia e os Estados Unidos já impuseram sanções a várias personalidades russas e ucranianas, através do congelamento de contas bancárias e interdição de vistos, mas não concretizaram, até agora, a ameaça de avançarem para a “fase 3”, que abrangeria setores inteiros da economia russa.
Os países da Europa ocidental hesitam em aplicar à Rússia medidas punitivas mais duras porque sabem que isso teria importantes custos económicos para as suas próprias economias, tanto no que respeita ao comércio como ao abastecimento de petróleo e gás russos dos quais a Europa depende em 30 por cento.
Terá sido por isso que decidiram considerar “um gesto de pacificação importante” o facto de a Rússia não ter impedido as eleições presidenciais ucranianas que deram a vitória ao milionário Petro Poroshenko, fazendo vista grossa ao facto de a continuada insurreição armada dos separatistas pró-russos no leste do país ter impedido a realização do ato eleitoral nas regiões por eles controladas.

“Nesta fase, consideramos que há possibilidades diplomáticas e políticas de ver se a Rússia está pronta a abrir-se ao diálogo e pôr um ponto final à desestabilização da Ucrânia”, resumiu o presidente do Conselho Europeu Herman Van Rompuy, numa conferência de imprensa.
Vladimir Putin contra-ataca
No mesmo dia em que o G7 emitia esta declaração, o Presidente russo Vladimir Putin punha em destaque a responsabilidade dos ocidentais na crise ucraniana, em entrevista à TF1 e à Europe1.
Putin acusou em espacial a União Europeia por não ter levado em conta os interesses russos quando tentou convencer Kiev a assinar um acordo de associação e comércio livre com a UE em novembro de 2013.
“Em vez de prosseguir connosco o debate por vias legítimas e diplomáticas, os nossos amigos europeus e americanos apoiaram uma tomada anticonstitucional do poder pela via armada”, disse Putin, referindo-se ao movimento popular que levou à destituição do anterior Presidente Viktor Ianukovich.

Putin desmente presença militar na Ucrânia
Putin voltou a negar qualquer envolvimento da Rússia na violência que está a consumir o leste da Ucrânia.
“Não há nenhuma força armada, nenhum instrutor russo no sudeste da Ucrânia. Nem uma coisa nem outra”, disse o número um do Kremlin, ignorando o facto de as próprias autoridades separatistas pró-russas terem admitido a presença de combatentes do Cáucaso (ou seja, da Rússia) entre as suas fileiras e do constante fluxo de camiões com armas e combatentes que atravessam diariamente a porosa fronteira russa com destino à Ucrânia.
Vladimir Putin e os líderes ocidentais vão estar presentes nas comemorações do 70.º aniversário do “Dia D”, o desembarque da Normandia que marcou a fase final da II Guerra mundial. Presente estará também o vencedor das presidenciais ucranianas Petro Poroshenko, que é “convidado pessoal” do Presidente francês.
Putin admite encontrar-se com Poroshenko
Na entrevista aos média franceses, o Presidente russo disse-se “que não ia evitar ninguém”, mas acrescentou que Poroshenko tem de mostrar seriedade do diálogo com os separatistas do leste da Ucrânia.
“Penso que o senhor Poroshenko tem uma oportunidade única. Ainda não tem sangue nas mãos. Ainda pode mandar parar esta operação de represália e iniciar um diálogo direto com os cidadãos do sul e do leste da Ucrânia”, advertiu.
Em Paris, Putin terá ocasião de se encontrar pessoalmente com o Presidente François Hollande no Eliseu. Está também prevista uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, e não está excluído um encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Em todas as ocasiões, a questão da Ucrânia deverá dominar a agenda.
“Estamos prontos a intensificar as sanções cirúrgicas e a pôr em prática importantes novas medidas restritivas para fazer a Rússia pagar um custo suplementar se os acontecimentos assim o exigirem”.
Apelos do G7 à Rússia
Na declaração ontem aprovada, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Japão apelam a Moscovo para que acelere a retirada das suas tropas da fronteira ucraniana e detenha o continuado fluxo de armas e de combatentes que entram na Ucrânia a partir da Rússia.
Pedem também à Rússia para que exerça a sua influência no sentido de convencer os separatistas pró-russos a deporem as armas no leste do país.
A cimeira do G7 em Bruxelas é a primeira a realizar-se depois de a Rússia ter sido expulsa do grupo, que então era conhecido por G8, após a invasão da Crimeia. Antes disso estava previsto que esta cimeira dos países mais industrializados tivesse lugar em Sochi, a cidade russa onde se desenrolaram os Jogos Olímpicos de Inverno.
O problema das sanções
A União Europeia e os Estados Unidos já impuseram sanções a várias personalidades russas e ucranianas, através do congelamento de contas bancárias e interdição de vistos, mas não concretizaram, até agora, a ameaça de avançarem para a “fase 3”, que abrangeria setores inteiros da economia russa.
Os países da Europa ocidental hesitam em aplicar à Rússia medidas punitivas mais duras porque sabem que isso teria importantes custos económicos para as suas próprias economias, tanto no que respeita ao comércio como ao abastecimento de petróleo e gás russos dos quais a Europa depende em 30 por cento.
Terá sido por isso que decidiram considerar “um gesto de pacificação importante” o facto de a Rússia não ter impedido as eleições presidenciais ucranianas que deram a vitória ao milionário Petro Poroshenko, fazendo vista grossa ao facto de a continuada insurreição armada dos separatistas pró-russos no leste do país ter impedido a realização do ato eleitoral nas regiões por eles controladas.
“Nesta fase, consideramos que há possibilidades diplomáticas e políticas de ver se a Rússia está pronta a abrir-se ao diálogo e pôr um ponto final à desestabilização da Ucrânia”, resumiu o presidente do Conselho Europeu Herman Van Rompuy, numa conferência de imprensa.
Vladimir Putin contra-ataca
No mesmo dia em que o G7 emitia esta declaração, o Presidente russo Vladimir Putin punha em destaque a responsabilidade dos ocidentais na crise ucraniana, em entrevista à TF1 e à Europe1.
Putin acusou em espacial a União Europeia por não ter levado em conta os interesses russos quando tentou convencer Kiev a assinar um acordo de associação e comércio livre com a UE em novembro de 2013.
“Em vez de prosseguir connosco o debate por vias legítimas e diplomáticas, os nossos amigos europeus e americanos apoiaram uma tomada anticonstitucional do poder pela via armada”, disse Putin, referindo-se ao movimento popular que levou à destituição do anterior Presidente Viktor Ianukovich.
Putin desmente presença militar na Ucrânia
Putin voltou a negar qualquer envolvimento da Rússia na violência que está a consumir o leste da Ucrânia.
“Não há nenhuma força armada, nenhum instrutor russo no sudeste da Ucrânia. Nem uma coisa nem outra”, disse o número um do Kremlin, ignorando o facto de as próprias autoridades separatistas pró-russas terem admitido a presença de combatentes do Cáucaso (ou seja, da Rússia) entre as suas fileiras e do constante fluxo de camiões com armas e combatentes que atravessam diariamente a porosa fronteira russa com destino à Ucrânia.
Vladimir Putin e os líderes ocidentais vão estar presentes nas comemorações do 70.º aniversário do “Dia D”, o desembarque da Normandia que marcou a fase final da II Guerra mundial. Presente estará também o vencedor das presidenciais ucranianas Petro Poroshenko, que é “convidado pessoal” do Presidente francês.
Putin admite encontrar-se com Poroshenko
Na entrevista aos média franceses, o Presidente russo disse-se “que não ia evitar ninguém”, mas acrescentou que Poroshenko tem de mostrar seriedade do diálogo com os separatistas do leste da Ucrânia.
“Penso que o senhor Poroshenko tem uma oportunidade única. Ainda não tem sangue nas mãos. Ainda pode mandar parar esta operação de represália e iniciar um diálogo direto com os cidadãos do sul e do leste da Ucrânia”, advertiu.
Em Paris, Putin terá ocasião de se encontrar pessoalmente com o Presidente François Hollande no Eliseu. Está também prevista uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, e não está excluído um encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Em todas as ocasiões, a questão da Ucrânia deverá dominar a agenda.