Líderes do G8 iniciam reunião repleta de temas quentes
Os dirigentes dos oito países mais industrializados (G8) iniciaram hoje à tarde uma cimeira marcada por numerosas questões litigiosas, do clima às tensões russo-ocidentais e aos focos de crise no mundo.
Reuniram-se, sob um céu límpido, junto ao castelo de Hohen Luckow, uma residência de estilo barroco a 15 quilómetros de Heilingedamm, nordeste da Alemanha.
Os dirigentes dos sete países (Estados Unidos, Rússia, França, Grã-Bretanha, Itália, Canadá e Japão) e respectivos consortes foram recebidos, a partir das 18:15 (hora de Lisboa) pela chanceler alemã Angela Merkel e pelo marido, Joachim Sauer.
Numerosas questões difíceis estão da ordem de trabalhos desta cimeira, que termina sexta-feira.
A luta contra o aquecimento global é objecto de divergências entre os Ocidentais e os Estados Unidos, enquanto o presidente russo Vladimir Putin e o seu homólogo norte-americano George W. Bush trocam palavras duras quanto ao presumível rearmamento de Washington.
A ajuda a África, a liberalização do comércio mundial e as numerosas crises - Médio Oriente, Irão, Iraque, Afeganistão, Kosovo, Darfour - fazem também parte da agenda.
Entretanto, mais de mil polícias foram enviados como reforço para a cidade alemã, para garantir a segurança da cimeira, face à tenacidade dos manifestantes, de acordo com um diário regional na sua edição de quinta-feira.
Cerca de 400 membros das forças da ordem - 200 de Berlim e outros tantos de Hamburgo - estão já a caminho para apoiar os 16.000 agentes já estacionados na área, refere o Hamburger Abendsblatt.
"A polícia está esgotada", disse ao jornal um dirigente do sindicato da polícia.
Hoje, a tensão entre a polícia e os militantes anti-globalização subiu em redor da barreira de segurança que cerca Heilingendamm e as forças da ordem, alvo de apedrejamentos contínuo, utilizaram canhões de água.
Pelo menos oito polícias ficaram feridos nestes confrontos, segundo as autoridades.
Cerca de 9.000 opositores do G8 conseguiram penetrar no perímetro de segurança, apesar da vigilância da polícia, e alguns bloquearam pontos de passagem rodoviários, fazendo temer um "corte da logística" de apoio à reunião.