Liga Árabe condena Israel por "brutal agressão" e "contínua invasão " do Líbano

Liga Árabe condena Israel por "brutal agressão" e "contínua invasão " do Líbano

A Liga dos Estados Árabes condenou a "brutal agressão israelita contra o Líbano", após Israel tomar a icónica fortaleza medieval de Beaufort e anunciar a intenção de estender a ocupação do país vizinho.

Lusa /
Israeli Military via REUTERS

O secretário-geral da Liga dos Estados Árabes "condenou veementemente a brutal agressão israelita contra o Líbano, a contínua invasão do território libanês, a destruição de aldeias e sítios arqueológicos no sul do Líbano, e os ataques e deslocações de civis".

Numa nota divulgada nas redes sociais, no domingo, Ahmed Aboul Gheit denunciou os incidentes como uma "flagrante violação da soberania libanesa", bem como "uma grave violação do Direito Internacional e do Direito Internacional Humanitário".

O comunicado enfatizou "a necessidade urgente de um fim imediato a esta brutal agressão israelita", argumentando que "representa uma grave ameaça à segurança e à estabilidade na região".

A Liga "reafirmou a solidariedade" com "o Líbano e o seu povo" e instou o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas a "assumir as suas responsabilidades" e a "compelir Israel a um cessar-fogo".

A organização recordou uma resolução adotada em 2006, que exige um cessar-fogo permanente entre o movimento xiita libanês Hezbollah e Israel, baseado na criação de uma zona tampão, e a retirada do exército israelita do sul do Líbano.

O Conselho de Segurança da ONU vai realizar uma reunião de emergência hoje, a pedido da França, depois de o exército israelita ter tomado a fortaleza de Beaufort, na província de Nabatiye, no sudeste do Líbano.

A reunião vai acontecer imediatamente após outro encontro de emergência solicitado pela Roménia, em consequência da queda de um drone num edifício em Galati, agendada para as 15:00 em Nova Iorque (20:00 em Lisboa), avançou a agência de notícias francesa France-Presse (AFP), citando fontes diplomáticas.

Os confrontos entre Israel e o Hezbollah continuam quase diariamente, apesar da trégua em vigor desde 17 de abril.

As hostilidades intensificaram-se no início de março, num contexto de crescentes tensões regionais ligadas ao conflito entre os Estados Unidos e Israel e o Irão.

Por seu lado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, cujo Governo considera grandes áreas do sul do Líbano como zonas de combate, anunciou na sexta-feira que as forças israelitas atravessaram o rio Litani, situado a cerca de 30 quilómetros a norte da fronteira entre os dois países.

No domingo, o exército israelita declarou, nas redes sociais, que alargou as operações contra alvos do Hezbollah a norte do Litani e que a ofensiva se estenderia a outras zonas.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que o objetivo é "destruir o poder do Hezbollah" e garantir a segurança das comunidades no norte de Israel e confirmou que as forças israelitas tinham assumido o controlo da fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano.

Em meados de abril, Israel estabeleceu uma "linha amarela" (semelhante à que utiliza em Gaza) a cerca de 10 quilómetros da fronteira entre os dois países, sendo a área entre as duas linhas ocupada por tropas israelitas com vista a estabelecer a segurança do país.

Nos últimos dias, as forças armadas lançaram uma invasão para além dessa mesma linha divisória, o que gerou novas críticas internacionais e aumentou a pressão diplomática.

 

 

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