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Likud de Netanyahu vence eleição mas bloco que o apoia falha maioria
As primeiras projeções indicam que a coligação liderada pelo partido Yashar!, do ex-chefe do exército Gadi Eisenkot, deverá ter mais deputados do que o Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. No entanto, nenhum dos dois blocos terá maioria.
Ainda que o partido Likud, de Netanyahu, tenha sido o mais votado (entre 24 a 25 deputados), o bloco de apoio a este governo não ultrapassa os 50 deputados. No Knesset, o Parlamento israelita, que conta com 120 lugares são necessários pelo menos 61 deputados para uma maioria.
Por outro lado, o partido de Eisenkot tem entre 21 e 23 lugares mas a sua coligação poderá alcançar entre 52 e 53 lugares no Parlamento.
Por outro lado, o partido de Eisenkot tem entre 21 e 23 lugares mas a sua coligação poderá alcançar entre 52 e 53 lugares no Parlamento.
Os restantes 18 assentos foram atribuídos a partidos árabes que não pertencem a nenhum dos blocos principais, um número recorde registado no país. O líder do partido Yashar já havia descartado, no entanto, a possibilidade de formar um governo através de uma coligação com os não-alinhados.
“Recusamos a ocupação e o racismo, e vamos permanecer aqui”, afirmou Faten Gattas, candidata da Lista Conjunta.
Os números da afluência às urnas foram, também eles, históricos, com cerca de 77 por cento da população a dirigir-se às urnas, alguns regressando intencionalmente para a votação.
Em comunicado, o líder do Partido Democrata, Yair Lapid, comentou a “derrota esmagadora” do bloco de Netanyahu: “Trata-se de um colapso total. O público mandou-os para casa”.
“A nação confiou-nos um dever sagrado: traduzir em ação a confiança que depositaram em nós, fortalecer a democracia, salvar Israel e garantir uma verdadeira defesa do Estado”, referiu, após o encerramento das urnas.
Caso se confirmem as primeiras projeções, nenhum dos lados terá um caminho claro até ao poder, permitindo que o primeiro-ministro permaneça na liderança provisoriamente, durante as negociações para formação de uma coligação governamental.
Netanyahu esteve à frente do governo israelita, por duas ocasiões, durante 19 anos nas últimas três décadas.
O segundo mais votado, Eisenkot, propõe uma rutura com a liderança de Netanyahu e aliados, preservando, porém, a exigência em matéria de segurança, e, sendo, por isso, contra a criação de um Estado palestiniano.
O segundo mais votado, Eisenkot, propõe uma rutura com a liderança de Netanyahu e aliados, preservando, porém, a exigência em matéria de segurança, e, sendo, por isso, contra a criação de um Estado palestiniano.
O bloco anti-Netanyahu é composto pelo Yashar, B’Yachad, Partido Democrata e Beytenu. Do outro lado, está o Likud, partido do atual primeiro-ministro, Otzma, Rel. Zionism, UTJ e Shas. Os não-alinhados são compostos pelo Ra’am e pela Lista Conjunta.