Lisboa é palco sábado de `Cordão Humano pela Palestina` para exigir fim da guerra

por Lusa

Uma organização não-governamental portuguesa organiza no sábado em Lisboa a iniciativa Cordão Humano Pela Palestina, que visa exigir o cessar-fogo "imediato e permanente" da guerra entre Israel e o Hamas, desencadeada a 07 de outubro.

Em declarações à agência Lusa, Dima Mohammed, responsável da Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina (PUSP), indicou que o "cordão humano" visa também apelar ao fim do cerco, pedir a entrada de ajuda humanitária sem restrições na Faixa de Gaza e "o fim da agressão [israelita] nas cidades, aldeias e campos de refugiados em toda a Palestina".

Dima Mohammed adiantou que a iniciativa começará às 14:30 diante do Hospital de Santa Maria, seguindo, depois, para a embaixada dos Estados Unidos, embaixada de Israel e Maternidade Alfredo da Costa, havendo intervenções de apelo à paz na Palestina em cada um dos locais.

Segundo a responsável da PUSP, que não avançou nomes, as intervenções estarão a cargo de várias personalidades da sociedade civil portuguesa, incluindo profissionais de saúde, jornalistas, artistas e pessoas de diferentes comunidades religiosas e origens.

Diante da embaixada de Israel em Lisboa, a organização não-governamental Judeus pela Paz e pela Justiça, fará uma breve intervenção de apelo ao fim do conflito, acrescentou Dima Mohammed.

O Cordão Humano pela Palestina, prosseguiu, tem na base o legado de solidariedade que ocupou as ruas de Lisboa, em setembro de 1999, "na enorme manifestação de solidariedade com o povo de Timor-Leste e a sua luta pelo fim da ocupação indonésia".

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas em Israel, que matou 1.200 pessoas, em 07 de outubro. 

Em retaliação, Israel prometeu aniquilar o Hamas e lançou uma ofensiva aérea e terrestre que provocou um elevado nível de destruição de infraestruturas na Faixa de Gaza, um pequeno território com 2,3 milhões de habitantes.

A ofensiva israelita matou 18.600 pessoas na Faixa de Gaza, segundo os números mais recentes divulgados pelo Hamas, que controla o enclave palestiniano desde 2007 e é considerado um grupo terrorista por Israel.

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