Longo abraço das filhas marca regresso de português resgatado após Idai

José Arsénio Fonseca, de 72 anos, já abraçou as filhas no aeroporto da Beira, onde chegou cerca das 16h15, num helicóptero de uma ONG suíça. O português, resgatado por Fuzileiros Portugueses esta manhã em Bandua, estava incontactável desde a passagem do ciclone Idai.

RTP /
O português José Fonseca foi resgatado por Fuzileiros Portugueses esta manhã em Bandua. Estava incontactável desde a passagem do ciclone Idai. FAP Facebook

O momento da reunião emocionada foi acompanhada pela RTP.

Na viagem até à Beira, José Fonseca foi acompanhado por elementos da patrulha de Fuzileiros que o encontrou.

À sua espera, além das filhas, elementos do consulado português, que solicitou a operação. Em comunicado às redações, esta manhã, o Estado-Maior General das Forças Armadas descreveu a operação planeada pela Força de Reação Imediata, que está em Moçambique.

Um "helicóptero da Marinha indiana desembarcou a equipa de militares portugueses em Bandua, que ao fim de 3 horas de patrulhamento em terra detectaram e localizarem o português".

José Arsénio Fonseca foi localizado 60 quilómetros a oeste da Beira, na região de Bandua. "Foi encontrado em situação estável e bem de saúde", referiu o comunicado do EMGFA.

De acordo com o secretário da Proteção Civil, que está na Beira desde segunda-feira, esta era uma "situação que merecia, desde o primeiro momento, preocupação alargada na listagem de incontactáveis".

"Era conhecido na embaixada, no consulado e na comunidade portuguesa. Estava incontactável e merecia preocupação por parte dos filhos, que já se tinham dirigido várias vezes ao consulado", adiantou José Artur Neves.

José Fonseca estava registado no consulado português há vários anos.

Neste momento a listagem de portugueses incontactáveis inclui cinco nomes. "Neste momento são cinco que estão incontactáveis, mas que já estavam antes. Não são conhecidos da comunidade, nem sequer os seus nomes constam no consulado. São referencias de pessoas amigas, de familiares que têm dado nota de que essas pessoas poderão estar por cá, mas não há a certeza", disse José Artur Neves.
Tópicos
PUB