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Lucros da Ford caem mais de um terço após greve de seis semanas

Lucros da Ford caem mais de um terço após greve de seis semanas

A fabricante automóvel Ford anunciou um lucro líquido de 1,2 mil milhões de dólares (1,14 mil milhões de euros) no terceiro trimestre do ano, menos 36,8% do que no trimestre anterior.

Lusa /
Apesar da greve de seis semanas a Ford ainda registou lucros no terceiro trimestre do ano Luke Sharrett - Reuters

O lucro da empresa norte-americana, ajustado por itens extraordinários, foi de 0,39 dólares (0,37 euros) por ação, abaixo dos 0,46 dólares (0,44 euros) por ação esperados pelos analistas do setor, de acordo com a FactSet.

Ainda assim, a Ford registou uma enorme melhoria em comparação com igual período de 2022, quando a empresa sofreu um prejuízo de 827 milhões de dólares (783,5 milhões de euros), devido a uma perda de 2,7 mil milhões de dólares (2,56 mil milhões de euros) após encerrar uma startup de veículos autónomos.

Por outro lado, a receita da fabricante automóvel norte-americana aumentou 11% no último trimestre, chegando a 43,8 mil milhões de dólares (41,5 mil milhões de euros), com destaque para uma subida de 29% nos veículos elétricos.

No entanto, a divisão de veículos elétricos da Ford passou dos lucros para um prejuízo de 1,3 mil milhões de dólares (1,23 mil milhões de euros) entre julho e setembro. A empresa culpou a concorrência de preços, mas garantiu que vai continuar a apostar no segmento.

A fabricante disse que adiou a construção de uma de duas novas fábricas de baterias para veículos elétricos no estado de Kentucky, assim com outros investimentos no setor, no valor total de 12 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros).

A Ford confirmou na quarta-feira ter chegado a um acordo de princípio com o sindicato United Auto Workers (UAW) para pôr fim à greve que dura há quase seis semanas.

O novo acordo inclui um aumento salarial de 25% para os trabalhadores, dos quais pelo menos 11% no primeiro ano, entre outros benefícios, avançaram, na quarta-feira, o jornal The Wall Street Journal e a emissora CNBC, que citaram fontes próximas do sindicato.

A medida vai elevar os salários dos trabalhadores mais bem pagos das fábricas de 32 dólares (30 euros) por hora para cerca de 40 dólares (38 euros) por hora.

O acordo, para os próximos quatro anos, vai necessitar do apoio da maioria dos trabalhadores filiados no sindicato para entrar em vigor.

 

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