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Lula da Silva anuncia pagamento dívida ao FMI e plano sócio-económico

Lula da Silva anuncia pagamento dívida ao FMI e plano sócio-económico

O Presidente do Brasil, Lula da Silva, anunciou hoje o pagamento antecipado da dívida do país ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e um plano de acções para o desenvolvimento das áreas social e económica.

Agência LUSA /

"O Brasil zerou a sua dívida com o FMI. (Ó) Com soberania viramos uma página na nossa história. O Brasil vai caminhar com suas próprias pernas", afirmou o Presidente, num discurso transmitido pelos canais de rádio e TVs do país.

Em Dezembro último, o Governo decidiu antecipar o pagamento de 15,570 mil milhões de dólares (12,857 mil milhões de euros) em dívidas ao FMI que venceriam até o final de 2007.

Essa dívida foi contraída em três acordos com o FMI, sendo o último aprovado em Setembro de 2002, durante o governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso.

O pagamento antecipado do Brasil ao FMI foi formalizado no último dia 10, durante a visita do director gerente da instituição financeira, Rodrigo de Rato, ao Brasil.

No discurso presidencial, o primeiro feito este ano, ano de eleições no Brasil, Lula da Silva disse que a antecipação da dívida vai permitir ao Governo economizar "milhões e milhões de dólares em juros", que poderão ser investidos "na educação, na saúde e nas estradas".

O Presidente referiu também que a medida torna a economia brasileira "menos vulnerável aos choques externos".

"A partir de agora, o FMI é que tem que nos prestar contas, pois não somos mais devedores e, sim, sócio soberanos ", afirmou.

Lula da Silva destacou o controlo da inflação brasileira que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 5,69 por cento em 2005, e citou avanços no campo educacional durante sua gestão.

O presidente brasileiro assinalou que, ao assumir o governo, o país investia sete mil milhões de reais (2,5 mil milhões de euros) em programas sociais e que em 2005 esses recursos chegaram a 17 mil milhões de reais (6,1 mil milhões de euros).

Lula da Silva garantiu que estas acções irão avançar com o plano "Brasil Produtivo e Solidário", destinado a apoiar este ano a construção civil, a agricultura familiar, o microcrédito e o sector de infra-estrutura, nomeadamente as áreas de energia e transporte.

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