Lula da Silva pede reforma urgente da ONU e do Conselho de Segurança
O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu na capital sul-africana a reforma urgente das Nações Unidas e do Conselho de Segurança, que, disse, atravessa uma crise de credibilidade desde a invasão do Iraque.
Lula da Silva, que participou hoje na segunda cimeira de chefes de Estado e de governo do Ibsa (Fórum de Diálogo Índia, Brasil e Africa do Sul), afirmou que países como a África do Sul deveriam, pela sua importância regional, ter assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU.
"Quando as Nações Unidas tomam uma decisão, ela deverá ser implementada e respeitada, não o que aconteceu na guerra do Iraque, uma situação que nunca mais gostaríamos de ver", disse.
"Se a ONU não tiver credibilidade para redigir uma resolução e fazer com que ela seja respeitada, então não faz sentido ter uma agência como a ONU sem credibilidade, e o que nós pretendemos é a sua reforma, sobre a qual existe consenso apesar de alguns países virem com ideias novas sobre assentos permanentes e direitos de veto", referiu Lula da Sila.
Para o Chefe do Estado brasileiro, não faz sentido que alguma nação tenha direitos de veto no Conselho de Segurança, uma vez que "nenhuma nação é superior ou mais importante do que os seus parceiros".
Defendendo um maior protagonismo mundial para os países em desenvolvimento do Sul, o presidente Lula da Silva afirmou que a África do Sul, anfitriã desta segunda reunião de chefes de Estado do Ibsa, é um dos países que deveria ter um assento permanente no CS das Nações Unidas pela importância geo-estratégica que tem em África, bem como outras nações com papeis de destaque em cada continente.
"O Brasil quer participar (na reforma), a Índia quer participar, a Alemanha quer participar, o Japão quer participar, mas uma coisa é clara: África deveria ter dois participantes permanentes em virtude da sua dimensão", concluiu o Presidente brasileiro na conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo sul-africano Thabo Meki e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, em Pretória.