Lula da Silva pedirá clemência brasileiro condenado à morte na Indonésia
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, pedirá novamente ao Governo da Indonésia clemência para o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado à morte por tráfico de droga, divulgaram hoje fontes oficiais.
Dois pedidos de clemência para Cardoso Moreira feitos por Lula da Silva às autoridades de Jacarta em Março de 2005 e Janeiro passado foram recusados pelo presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono.
Apesar das duas negativas, Lula da Silva vai apresentar um terceiro pedido de clemência, salientou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em comunicado.
"O presidente Lula da Silva continua a acompanhar atentamente o assunto e determinou que se examine a viabilidade da adopção de medidas adicionais", lê-se no comunicado.
"Nesse sentido, a Embaixada em Jacarta está em contacto com a advogada do senhor Archer, tendo em vista a possibilidade de apresentação de novo pedido de clemência.
Tão logo a sentença seja comunicada oficialmente ao senhor Marco Archer, o que, segundo se prevê, ocorrerá durante a próxima semana, tal pedido deverá ser apresentado", acrescenta.
O comunicado realça igualmente que, desde a prisão de Marco Archer Cardoso Moreira, em Agosto de 2003, o Governo brasileiro tem acompanhado de perto o andamento do processo e prestado assistência à família.
Nos dois pedidos de clemência anteriores, Lula da Silva reconhecia a "gravidade do crime" de Marco Archer, mas salientava que a pena de morte não existe na legislação brasileira e a "sua aplicação a um compatriota causaria enorme consternação na opinião pública brasileira".
Marco Archer Cardoso Moreira foi condenado à morte por um tribunal indonésio em Junho de 2004 por ter tentado introduzir na Indonésia 13,4 quilos de cocaína que levava escondida no estômago, em Agosto de 2003.
A Indonésia tem uma legislação muito severa para os delitos de tráfico de estupefacientes, que contempla a pena de morte para os casos mais graves.
Das cerca de 30 pessoas que aguardam a sua execução na Indonésia, a maioria foi condenada por tráfico de droga.