Lula: "Somos reféns do imobilismo do Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel"

Lula: "Somos reféns do imobilismo do Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel"

O chefe de Estado, que vai a eleições no próximo mês de outubro, afirmou que o atual contexto da ONU mostra que a sua "capacidade de proteger os mais vulneráveis, nunca foi tão pequena".

Guilherme de Sousa - RTP / Adicionar como fonte informativa

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, foi o primeiro chefe de Estado a discursar na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, e deixou um alerta sobre a forma como a ONU está a responder aos desafios que enfrenta.~

"A ONU está a falhar numa das missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra", defendeu o Lula da SIlva, sublinhando que "este é o momento mais crítico das Nações Unidas".

O chefe de Estado, que vai a eleições no próximo mês de outubro, afirmou que o atual contexto da ONU mostra que a sua "capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nunca foi tão pequena".

"Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel", criticou.



Num tom de advertência, Lula da Silva voltou a usar a palavra “genocídio” para descrever o que se passa na Faixa de Gaza. "Gerações de palestinianos carregarão a dor e o trauma pelo genocídio cometido por Netanyahu em Gaza”, disse.

O chefe de Estado do Brasil sublinha ainda que é inadmissível a "intimidação" dos juízes do Tribunal Penal Internacional, que assim deixam, diz Lula, "os crimes impunes".

O presidente brasileiro arrancou ainda um aplauso nesta assembleia ao dizer que a relatora da ONU, Francesca Albanese, "não pode ser silenciada por dizer a verdade".

Quanto à expansão da guerra por toda a região do Médio Oriente, Lula entende que Ormuz passou a ser uma "trincheira da guerra".

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