Mundo
Luvualu de Carvalho: Em Portugal ainda há quem veja Angola como colónia
O embaixador itinerante de Angola, Luvualu de Carvalho, considera, no entanto, que as relações entre os dois Estados "são boas". Sobre a crise dos ativistas, nasce de uma conspiração para derrubar o Presidente angolano, explica.
António Luvualu de Carvalho considera que existe em Portugal "um nicho de pessoas que ainda pensam que Angola é uma colónia".
Entrevistado pela Agência Lusa, o recém-nomeado embaixador itinerante de Angola fala de um grupo "com pouca representatividade", mas com muito poder, devido aos meios que possuem e onde operam - televisão, rádios, jornais e redes sociais - tornando-se "decisivos na criação de uma imagem negativa de Angola" junto da opinião pública portuguesa.
Comtrariar essa visão é um dos objetivos principais do mandato de Luvualu, que iniciou a sua primeira visita de trabalho a Portugal para trabalhar no sentido de "dar uma grande dinâmica à imagem de Angola a nível internacional".
Apesar das críticas, o diplomata africano garante à Lusa que as relações entre os Estados português e angolano "são boas e as relações políticas também serão", até porque Luanda "sempre manteve as portas abertas para uma relação profícua" com Portugal.
Luvualu de Carvalho refere que apenas a atual incerteza política e governativa em Portugal está a condicionar a realização de um encontro de alto nível para formalizar a parceria estratégica bilateral.
Ativistas detidos queriam provocar "ataque" da NATO a Angola
Tendo como figura mais mediática o rapper Luaty Beirão, os ativistas detidos desde junho em Luanda tinham a intenção de "provocar a queda do presidente angolano", através da criação de condições para que a NATO, "ou alguns países que dela fazem parte", lançasse um ataque a Angola.
António Luvualu de Carvalho garante que as quinze pessoas detidas por acusação de conspiração foram vigiadas "durante vários dias" pelos Serviços de Investigação Criminal e estavam "num processo de sensibilização de um grupo (...) para levarem as autoridades até um ponto, um extremo de aconteceram inclusive mortes".
Uma situação que, reconhece o embaixador intinerante, está a projetar uma imagem internacional do país "negativa", especialmente devido ao impacto da greve de fome conduzida pelo artista Luaty Beirão, que terminou na semana passada, ao fim de 36 dias.
Entrevistado pela Agência Lusa, o recém-nomeado embaixador itinerante de Angola fala de um grupo "com pouca representatividade", mas com muito poder, devido aos meios que possuem e onde operam - televisão, rádios, jornais e redes sociais - tornando-se "decisivos na criação de uma imagem negativa de Angola" junto da opinião pública portuguesa.
Comtrariar essa visão é um dos objetivos principais do mandato de Luvualu, que iniciou a sua primeira visita de trabalho a Portugal para trabalhar no sentido de "dar uma grande dinâmica à imagem de Angola a nível internacional".
Apesar das críticas, o diplomata africano garante à Lusa que as relações entre os Estados português e angolano "são boas e as relações políticas também serão", até porque Luanda "sempre manteve as portas abertas para uma relação profícua" com Portugal.
Luvualu de Carvalho refere que apenas a atual incerteza política e governativa em Portugal está a condicionar a realização de um encontro de alto nível para formalizar a parceria estratégica bilateral.
Ativistas detidos queriam provocar "ataque" da NATO a Angola
Tendo como figura mais mediática o rapper Luaty Beirão, os ativistas detidos desde junho em Luanda tinham a intenção de "provocar a queda do presidente angolano", através da criação de condições para que a NATO, "ou alguns países que dela fazem parte", lançasse um ataque a Angola.
António Luvualu de Carvalho garante que as quinze pessoas detidas por acusação de conspiração foram vigiadas "durante vários dias" pelos Serviços de Investigação Criminal e estavam "num processo de sensibilização de um grupo (...) para levarem as autoridades até um ponto, um extremo de aconteceram inclusive mortes".
Uma situação que, reconhece o embaixador intinerante, está a projetar uma imagem internacional do país "negativa", especialmente devido ao impacto da greve de fome conduzida pelo artista Luaty Beirão, que terminou na semana passada, ao fim de 36 dias.