Macau. Barrada entrada a líderes da Câmara Americana de Comércio em Hong Kong
Os líderes da Câmara Americana de Comércio em Hong Kong (AmCham), Tara Joseph e Robert Grieves foram impedidos de entrar sábado em Macau para participarem no baile anual promovido pela AmCham Macau, informou aquela entidade.
No comunicado da AmCham de Hong Kong divulgado no sábado à noite e reproduzido pelos `media` da antiga colónia britânica indica-se que não foram dadas razões para o facto de ser barrada a sua entrada.
"Depois de várias horas, e depois de assinarem uma declaração de que voluntariamente concordaram em não entrar em Macau, ambos regressaram a Hong Kong sem nenhuma dificuldade", pode ler-se na mesma nota.
"Estamos confusos sobre o motivo disso acontecer, já que era simplesmente uma ocasião social para celebrar o encontro anual da AmCham Macau", acrescenta-se.
Os responsáveis, que no passado tornaram pública a sua oposição ao projeto de lei sobre a extradição que motivou os recentes protestos em Hong Kong, assinalaram ainda o desejo de que o incidente se trate "apenas uma reação exagerada aos eventos atuais e que os negócios internacionais possam avançar construtivamente".
No jornal South China Morning Post (SCMP), sublinha-se que a recusa chega num momento delicado, já que Pequim alertou para uma possível retaliaçãoo após os Estados Unidos terem aprovado legislação em apoio aos protestos antigovernamentais na cidade, com a Lei de Direitos Humanos e Democracia de Hong Kong a abrir caminho para ações diplomáticas e sanções económicas contra o governo da cidade.
Após a assinatura da lei, Pequim anunciou sanções contra organizações não-governamentais e órgãos de direitos humanos dos EUA.
Por outro lado, o episódio acorreu quando Macau prepara as comemorações do 20.º aniversário da transferência para a China do antigo território administrado por Portugal, que têm lugar a 20 de dezembro, que coincide com a tomada de posse do novo chefe do Governo, Ho Iat Seng, cerimónias que têm sido alvo de especulação sobre a presença do Presidente chinês, Xi Jinping.
À semelhança do que aconteceu sempre que foi barrada a entrada de ativistas, políticos e jornalistas, as autoridades não comentaram o caso, neste caso a PSP, assinalou o SCMP.
De resto, quando abordado pelos jornalistas, o próprio secretário para a Segurança de Macau, Wong Sio Chak, tem-se escusado a discutir qualquer situação concreta ou a indicar o número de pessoas barradas na fronteira sempre que as autoridades alegam "razões de segurança".