Macau: China destaca relação económica forte entre dois lados da fronteira
Em comunicado divulgado no dia do 25.º aniversário da transferência da administração de Macau para a China, o Ministério do Comércio chinês informou que o comércio entre o interior da China e a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) atingiu os 3,84 mil milhões de dólares (3,70 mil milhões de euros) em 2023, um aumento de mais de quatro vezes em relação a 1999.
O comércio de serviços também registou um crescimento substancial, marcado pelo afluxo de turistas da China continental para a região administrativa especial, segundo os dados do ministério do Comércio difundidos hoje, por ocasião do 25.º aniversário da transferência da administração de Macau de Portugal para a China.
Entre 2004 e 2023, Macau recebeu cerca de 310 milhões de visitantes do continente, detalhou.
"O aumento do turismo impulsionou os setores locais do comércio a retalho, da hotelaria e da restauração", destacou.
A China continental aumentou, em julho, a isenção de taxas alfandegárias para os viajantes que entram na China oriundos de Macau, de 5.000 yuan (661 euros) para 12.000 yuan (1.586 euros), visando aumentar as despesas na RAEM, lembrou o ministério.
Entre janeiro e outubro, a China continental atraiu 23,93 mil milhões de dólares (23 mil milhões de euros) em investimento direto de Macau e investiu 14,19 mil milhões de dólares (13,5 mil milhões de euros) na região.
O ministério assegurou que vai continuar a promover a colaboração económica entre a China continental e Macau, a apoiar o rápido desenvolvimento económico da região e a contribuir para a modernização da China, no âmbito da construção da área da Grande Baía.
Esta área visa formar uma metrópole mundial, agregando Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong, através da criação de um mercado único e da crescente conectividade entre as vias rodoviárias, ferroviárias e marítimas.
Macau celebra hoje 25 anos do estabelecimento da RAEM, na sequência da transição da administração de Portugal para a China. Hong Kong, que era uma colónia britânica, foi devolvida à China em 1997.
Ambas as regiões foram devolvidas sob um acordo que garantiu aos territórios 50 anos de autonomia, a nível executivo, legislativo e judicial, ao abrigo da fórmula "um país, dois sistemas".
Guangdong é a província chinesa que mais exporta e a primeira a beneficiar das reformas económicas adotadas pelo país no final da década de 1970, integrando três das seis Zonas Económicas Especiais da China - Shenzhen, Shantou e Zhuhai.
O produto interno bruto da área da Grande Baía, cuja população é de mais de 80 milhões de habitantes, aproxima-se dos 1,5 biliões de dólares (mais de 1,4 biliões de euros), superior ao das economias da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.