Macau detém 16 pessoas por suspeitas de operarem rede de prostituição
A Polícia Judiciária (PJ) de Macau anunciou hoje a detenção de 16 pessoas por alegado envolvimento numa rede criminosa organizada de exploração de prostituição.
"Trata-se de um caso que envolve uma organização criminosa e a exploração de uma rede de prostituição resultou na detenção de 16 homens e mulheres provenientes da China continental, de Hong Kong e do Nepal", indicou a PJ em mensagem enviada à Lusa.
Segundo o canal chinês da emissora TDM, a PJ identificou ainda 11 prostitutas e quatro clientes.
Entretanto, no mesmo caso, as autoridades policiais da China continental detiveram 31 suspeitos em Zhuhai, Guangzhou e Shenzhen, na província de Guangdong (sul), dois dos quais residentes de Macau, e identificaram 15 prostitutas, e quatro clientes.
A investigação revelou que a líder da rede era uma mulher proveniente da China continental, que criou e geriu o grupo nas redes sociais envolvido no caso.
Os membros da organização incluíam vários proxenetas e mulheres envolvidas em prostituição, que eram obrigadas a pagar uma taxa de adesão para integrar o grupo.
"Quando a líder recebia referências de clientes por parte dos proxenetas, organizava, através do grupo, o deslocamento de trabalhadoras sexuais próximas aos quartos de hotel dos clientes para a realização de transações sexuais," segundo o PJ.
Os proxenetas abordavam também clientes nas proximidades de grandes hotéis. Após o pagamento do serviço, as trabalhadoras sexuais recebiam uma quantia base de 1.000 dólares de Hong Kong (112 euros), sendo o valor adicional devolvido ao proxeneta "de forma proporcional".
A PJ indicou que o trabalhador estrangeiro nepalês implicado no caso era um segurança, responsável por divulgar informações internas dos hotéis e por conceber métodos para evitar controlos.
As autoridades policiais afirmaram que a rede em questão operava há pelo menos seis meses este ano e que, com base num valor de 1.000 a 2.500 dólares de Hong Kong (279 euros) por ato de prostituição, o montante total estimado envolvido é equivalente a cerca de 5,46 milhões de patacas (507 mil euros).
A exploração de prostituição, o lenocínio e aliciamento "em local público ou de acesso público" para a prostituição são ilegais em Macau.
Em junho a polícia de Macau deteve 26 pessoas, incluindo três agentes da polícia no ativo, suspeitos de estarem envolvidos numa rede organizada de prostituição que operava em saunas e casas de massagens.