Macau e Coimbra lançam laboratório dedicado às humanidades digitais

Macau e Coimbra lançam laboratório dedicado às humanidades digitais

A Universidade Politécnica de Macau (UPM) e a Universidade de Coimbra (UC) criaram um laboratório que pretende usar a tecnologia digital aplicada às humanidades e linguística para "construir pontes de comunicação" entre Portugal e China.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

A UPM anunciou o estabelecimento formal do Laboratório Conjunto de Investigação em Humanidades Digitais e Ciências da Linguagem Aplicadas numa nota divulgada na segunda-feira à noite.

O comunicado refere que a cerimónia de inauguração do laboratório aconteceu durante uma visita do reitor da UPM, Zhou Zhongrong, a Coimbra, na semana passada.

A UPM disse que as duas universidades vão "aproveitar a tecnologia digital para revitalizar os recursos das ciências humanas e utilizar a ciência linguística para construir pontes de comunicação" entre China e Portugal.

Zhou Zhongrong sublinhou, durante a cerimónia, que a criação do laboratório conjunto faz parte do primeiro campus comum entre universidades de Portugal e Macau, que vai nascer na vizinha Hengqin (Ilha da Montanha).

O líder da UPM garantiu que, com o desenvolvimento do campus, haverá "mais iniciativas de investigação" e a cooperação com Coimbra "deverá atingir novos patamares".

O reitor da UC, Amílcar Falcão, prometeu aprofundar a colaboração com a UPM em áreas como o intercâmbio de docentes e estudantes e proceder à aplicação prática dos resultados da investigação em Hengqin.

Na semana passada, o diretor da Biblioteca Geral da UC disse que o projeto irá, por exemplo, "computar as diferentes variantes da língua portuguesa, computar a tradução para o chinês e também para as diferentes variantes da língua chinesa".

De acordo com um comunicado da UC, Manuel Portela descreveu a iniciativa como um laboratório "para o futuro", que irá usar a inteligência artificial para preservar e valorizar a herança histórica, as culturas e as línguas.

No início de junho, os dois reitores tinham assinado em Macau um protocolo para a criação do Campus Global Conjunto UPM-UCoimbra na zona económica especial de Hengqin.

Na altura, Amílcar Falcão disse que o acordo era "um passo decisivo para a projeção da Universidade de Coimbra a nível internacional".

O novo campus permitirá "desenvolver programas conjuntos de licenciatura, mestrado e doutoramento com graus duplos reconhecidos em Portugal e Macau" e criar incubadoras conjuntas, acrescentou o dirigente.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação português, Fernando Alexandre, disse que o projeto terá impacto direto na investigação, inovação e mobilidade académica entre Portugal e a China.

O governante explicou que a inovação do acordo reside na criação de um campus físico em Hengqin, com laboratórios dedicados onde "trabalharão investigadores das duas instituições".

Segundo o ministro, este acordo insere-se numa rede já consolidada de cooperação académica e científica entre Portugal e a China.

 

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