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Machado pede que se passe das palavras à ação para mudar a política na Venezuela

Machado pede que se passe das palavras à ação para mudar a política na Venezuela

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, pediu hoje que se passe das palavras à ação para as mudanças políticas na Venezuela e defendeu a sua decisão de atribuir a medalha do Prémio Nobel da Paz ao Presidente norte-americano.

Lusa /

"Certamente, vários países têm-se mostrado muito ativos na denúncia dos crimes contra a humanidade e das redes de corrupção que operam na Venezuela. Hoje, acreditamos que precisamos de muito mais do que isso, porque precisamos, como já disse, de passar das palavras à ação", afirmou Machado durante uma entrevista na Conferência de Segurança de Munique, realizada este fim de semana na capital bávara.

Em concreto, Machado defendeu o "bloqueio do fluxo de dinheiro" que o Governo venezuelano utiliza "para a repressão, corrupção e aumento das atividades criminosas".

"Precisamos de bloquear estes fluxos. Precisamos de apoiar medidas objetivas contra os grupos que atualmente controlam a repressão na Venezuela", argumentou. Ela estima que 20.000 pessoas foram detidas por motivos políticos durante os governos de Maduro e Hugo Chávez, mais de 11.000 foram executadas e 2.000 torturadas.

A líder da oposição defendeu a necessidade de "isolar" as elites do Governo venezuelano e também de isolar "a penetração extra-hemisférica na Venezuela, que também foi identificada", acrescentou, referindo-se à colaboração de Caracas com países como o Irão e a Rússia.

Machado realçou que a atual presidente interina, Delcy Rodríguez, "é parte essencial do cartel". "Ela foi a arquiteta e supervisiona o sistema de tortura e a estrutura repressiva, e é a principal ligação à Rússia, ao Irão, a Cuba e outros. Toda a gente sabe disso", alertou. "Todos sabemos que isto não é sustentável. Todos sabemos que esta é uma fase em que o restauro está em curso", sublinhou.

Neste caminho para a mudança política, "precisamos de libertar as Forças Armadas venezuelanas deste grupo, composto por alguns milhares de indivíduos". "Apenas alguns milhares de indivíduos altamente armados e treinados. Precisamos de os neutralizar e isolar", afirmou.

"Há anos que denunciamos e demonstramos ao mundo a extensão dos crimes cometidos na Venezuela", indicou, contrastando esta situação com a "ação decisiva do governo sob a liderança do Presidente Trump".

Machado enfatizou que "o único país que arriscou a vida de alguns dos seus cidadãos pela liberdade da Venezuela foram os Estados Unidos".

"Por isso, estamos muito gratos, porque o que aconteceu no dia 03 de janeiro abriu definitivamente o caminho para uma transição para a democracia", observou, referindo-se à incursão militar em que o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi preso.

Foi a razão porque entregou a medalha do Prémio Nobel da Paz a Trump. "Acredito que é justo e representa o sentimento, a profunda gratidão do povo venezuelano, não apenas pelo que foi feito, mas pelo que acreditamos e confiamos que acontecerá muito em breve na Venezuela", argumentou.

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