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Macron põe de lado a mutualização de dívidas europeias do passado
Criador do movimento Em Marcha, Emmanuel Macron é apontado como um dos mais fortes candidatos à vitória nas eleições presidenciais em França. Em entrevista à RTP, o antigo ministro do Governo socialista manifesta-se contra a mutualização das dívidas contraídas no passado pelos Estados europeus. Porque a Alemanha diria ser “uma loucura”.
“A mutualização de futuras dívidas tem sentido. Das dívidas passadas, não. Não é possível”, sustentou o antigo titular da pasta da Economia em França, entrevistado pelo jornalista da RTP Paulo Dentinho.
Emmanuel Macron considera mesmo que seria “uma irresponsabilidade” enunciar um tal desígnio enquanto candidato à sucessão de François Hollande na Presidência francesa. E lança mão da postura alemã perante este dossier.
“Coloco-me no lugar dos alemães que têm uma posição mais crispada sobre este tema, mas sem os quais não poderemos avançar. Hoje, um dirigente alemão ou um deputado alemão não podem dirigir-se à sua população e dizer que ela fez esforços, que fizeram esforços, que já não têm défice corrente, que reduziram o endividamento, mas que agora vão mutualizar o daqueles que não o fizeram”, afirmou o antigo governante.
“Eles dirão que é uma loucura, não vão aceitar”, antecipou.
“Mutualização de futuras dívidas”
Macron aceita, neste capítulo, “o princípio que releva do tratamento do risco moral que é dizer que cada um é responsável pela sua dívida”. O que não significa colocar de parte “a mutualização de futuras dívidas”.Emmanuel Macron, de 39 anos, começou por ser conselheiro de François Hollande, tornando-se mais tarde ministro da Economia. As sondagens dão-lhe fortes hipóteses de passar à segunda volta das presidenciais.
“Isso não deve impedir-nos de fazer coisas juntos no futuro. Sou pois a favor da mutualização de futuras dívidas. É um pouco essa a ideia do meu orçamento da Zona Euro. É dizer que temos ações comuns, um interesse comum”, enfatizou, para dar em seguida como exemplo a situação portuguesa.
“Não quero ter Estados, como fez Portugal, que foi corajoso durante a crise, que fez reformas, reformas em profundidade sobre todos esses mercados, que fez economias e que tem dificuldade em voltar a arrancar, porque o ambiente macroeconómico é muito duro, que não sejam ajudados”, propugnou.
Ainda de acordo com o candidato, “é preciso uma solidariedade europeia”.
“Esses investimentos são assumidos e vendemos a dívida em comum de forma solidária. É essa a ideia do orçamento. Portanto, sim à solidariedade e à mutualização de futuras dívidas e, portanto, a um verdadeiro orçamento, uma nova capacidade de financiamento da Zona Euro, não à mutualização das dívidas passadas”.
Nesta entrevista à estação pública, Macron criticou ainda a falta de liderança política na Europa, sem deixar de se assumir como um defensor do projeto. Defendeu, neste mesmo domínio, a revisão do Tratado de Lisboa para redesenhar objectivos comuns.
Emmanuel Macron considera mesmo que seria “uma irresponsabilidade” enunciar um tal desígnio enquanto candidato à sucessão de François Hollande na Presidência francesa. E lança mão da postura alemã perante este dossier.
“Coloco-me no lugar dos alemães que têm uma posição mais crispada sobre este tema, mas sem os quais não poderemos avançar. Hoje, um dirigente alemão ou um deputado alemão não podem dirigir-se à sua população e dizer que ela fez esforços, que fizeram esforços, que já não têm défice corrente, que reduziram o endividamento, mas que agora vão mutualizar o daqueles que não o fizeram”, afirmou o antigo governante.
“Eles dirão que é uma loucura, não vão aceitar”, antecipou.
“Mutualização de futuras dívidas”
Macron aceita, neste capítulo, “o princípio que releva do tratamento do risco moral que é dizer que cada um é responsável pela sua dívida”. O que não significa colocar de parte “a mutualização de futuras dívidas”.Emmanuel Macron, de 39 anos, começou por ser conselheiro de François Hollande, tornando-se mais tarde ministro da Economia. As sondagens dão-lhe fortes hipóteses de passar à segunda volta das presidenciais.
“Isso não deve impedir-nos de fazer coisas juntos no futuro. Sou pois a favor da mutualização de futuras dívidas. É um pouco essa a ideia do meu orçamento da Zona Euro. É dizer que temos ações comuns, um interesse comum”, enfatizou, para dar em seguida como exemplo a situação portuguesa.
“Não quero ter Estados, como fez Portugal, que foi corajoso durante a crise, que fez reformas, reformas em profundidade sobre todos esses mercados, que fez economias e que tem dificuldade em voltar a arrancar, porque o ambiente macroeconómico é muito duro, que não sejam ajudados”, propugnou.
Ainda de acordo com o candidato, “é preciso uma solidariedade europeia”.
“Esses investimentos são assumidos e vendemos a dívida em comum de forma solidária. É essa a ideia do orçamento. Portanto, sim à solidariedade e à mutualização de futuras dívidas e, portanto, a um verdadeiro orçamento, uma nova capacidade de financiamento da Zona Euro, não à mutualização das dívidas passadas”.
Nesta entrevista à estação pública, Macron criticou ainda a falta de liderança política na Europa, sem deixar de se assumir como um defensor do projeto. Defendeu, neste mesmo domínio, a revisão do Tratado de Lisboa para redesenhar objectivos comuns.