Macron saúda decisão da Suécia de se candidatar à adesão

por Lusa

O Presidente francês, Emmanuel Macron, congratulou-se hoje com a decisão da Suécia de pedir a adesão à NATO, anunciada pela primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson.

"O Presidente da República apoia plenamente a decisão soberana da Suécia de aderir rapidamente à NATO", disse o gabinete de Macron, citado pela agência francesa AFP.

Macron, cujo país preside ao Conselho da União Europeia, já tinha saudado o anúncio semelhante feito pela Finlândia na quinta-feira.

A Suécia e a Finlândia deverão entregar ainda esta semana a candidatura à adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), pondo termo a uma política histórica de neutralidade e de não participação em alianças militares.

A mudança de política dos dois países nórdicos foi provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro.

"O Governo decidiu informar a NATO do desejo da Suécia de se tornar membro da aliança", anunciou a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, numa conferência de imprensa em Estocolmo.

Numa demonstração de unidade política, Andersson estava acompanhada pelo líder da oposição, o conservador Ulf Kristersson, que assegurou que ambos assumem a responsabilidade conjunta pelo processo de adesão à NATO.

"Estamos a sair de uma era e a entrar numa nova", disse a líder do Partido Social-Democrata sueco, aludindo à política de não-alinhamento mantida pela Suécia desde as Guerras Napoleónicas, do século XIX.

A decisão foi anunciada após uma reunião extraordinária do Governo e de um debate parlamentar.

Andersson disse que o embaixador sueco na NATO transmitirá a candidatura de Estocolmo "em breve", em Bruxelas, ao mesmo tempo que a Finlândia.

O Governo de Estocolmo também aprovou uma proposta que tornará possível à Suécia receber apoio militar dos países da União Europeia (UE) e da NATO durante o processo de ratificação.

A Rússia partilha uma fronteira terrestre com a Finlândia com mais de 1.300 quilómetros e uma fronteira marítima com a Suécia.

Um dos objetivos russos para justificar a invasão da Ucrânia foi impedir o país vizinho de aderir à NATO e, consequentemente, a expansão da Aliança Atlântica para no Leste da Europa.

Depois de várias críticas em Moscovo, o Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou hoje que a adesão à NATO da Finlândia e da Suécia não é um problema para a Rússia, mas que passará a sê-lo se incluir a colocação de armas no território desses países.

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