Madiba "deve estar a sorrir" acredita porta-voz da família
Joanesburgo, 10 dez (Lusa) -- Nelson Mandela deve estar a "sorrir no céu" ao ver a cerimónia de homenagem que esta a decorrer no estádio do Soweto, disse hoje o porta-voz da família do líder histórico sul-africano.
No recinto da Cidade do Futebol no Soweto, "há gente forte, gente frágil, ricos e pobre. Há poderosos e anónimos", disse o general Thanduxolo Mandela.
"Todos partilhamos o mesmo: honrar os heróis da luta contra o apartheid e o primeiro presidente negro da África do Sul", que morreu na quinta-feira aos 95 anos de idade, acrescentou o porta-voz da família.
"Tenho a certeza de que Mandela deve estar a sorrir lá no alto" disse o general.
"Esta demonstração de unidade universal reflete exatamente as causas pelas quais Madiba combateu", afirmou o porta-voz, acrescentando que a cerimónia que decorre hoje está a "aligeirar" o sofrimento da família.
Milhares de pessoas estão hoje no estádio do Soweto, em ambiente de celebração, com grupos de jovens a cantar e a dançar, outros a tocar vuvuzelas, para festejar o homem que libertou a África do Sul do regime de "apartheid" (segregação racial).
Na cerimónia, estão presentes muitos líderes mundiais, como o secretário-geral da ONU, Ban ki-Moon, e os presidentes norte-americano, Barack Obama, brasileira, Dilma Rousseff, e português, Aníbal Cavaco Silva, entre mais de 50 chefes de Estado e de Governo que se encontram em Joanesburgo.
A África do Sul pretende oferecer ao seu símbolo máximo, falecido na noite da passada quinta-feira, aos 95 anos, funerais à medida da sua estatura.
Além do estádio Cidade do Futebol, três outros estádios de Joanesburgo vão ser abertos à população para a transmissão da cerimónia num ecrã gigante, estando ainda previstos 150 locais de transmissão dispersos por todo o território do imenso país da África austral.
Depois do último adeus em Joanesburgo, o corpo de Mandela vai estar exposto durante três dias na vizinha Pretória, a capital, antes de, no domingo, ser finalmente sepultado nunca campa modesta, junto dos mortos da sua família, em Qunu, a sua terra natal, na província do Cabo Oriental.