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Madrid. Isabel Díaz Ayuso do PP obtém maioria clara mas necessita do Vox

Madrid. Isabel Díaz Ayuso do PP obtém maioria clara mas necessita do Vox

A candidata do Partido Popular espanhol à presidência da comunidade de Madrid, vence eleições mas irá necessitar do partido Vox para governar.

RTP /
Isabel Díaz Ayuso, candidata do Partido Popular à Comunidade de Madrid Reuters

São projeções à boca das urnas da GAD3 para Telemadrid e a TVE. 

Isabel Díaz Ayuso e o PP deverão conseguir entre 62 a 65 deputados e o Vox de 12 a 14, com um total entre 74 e 79 deputados, quando a maioria são 69. 

Já o bloco da esquerda deverá ficar-se pelos 56 a 63 lugares, com o PSOE a obter 25 a 28, o Más Madrid 21 a 24 e o Podemos 10 a 11.

As próximas eleições estão marcadas para 2023.

O PP governa a comunidade de Madrid há mais de um quarto de século e recolhe dividendos da antecipação do escrutíneo, já que Isabel Ayuso duplicou o resultado de 2019, quando o PP obteve 30 deputados.

A participação nas eleições, consideradas polémicas, superou os 80 por cento. 

O grande derrotado é o Ciudadanos, que fica de fora da Assembleia da capital espanhola, por não ter obtido os cinco por cento dos votos necessários para conseguir um lugar, quando antes tinha 26 deputados.

Para o PSOE, os seus 25 a 28 deputados podem ser considerados uma derrota, já quem em 2019 tinha conseguido 37 lugares e 27,3 por cento dos votos.

Para Mónica Garcia do Más Madrid e considerada a revelação da campanha, as eleições provam a necessidade de um partido regional ecologista e melhora os resultados obtidos pelo candidato do partido em 2019, obtendo até 24 deputados.

Já Pablo Iglésias, do Podemos, consegue os mínimos a que se tinha proposto, 10 a 11 deputados, sem conseguir o maior objetivo, unir as esquerdas de forma a destronar a direita liderada pelo PP.
Participação histórica
Díaz Ayuso que consolidou a sua imagem como adversária inflexível do Governo nacional de esquerda, dirigido por Pedro Sánchez.

As assembleias de voto deviam ter encerrado às 20:00 (19:00 de Lisboa), mas as autoridades responsáveis pela votação decidiram prolongar a abertura até que todos os que estavam ainda à espera votassem.

A última hora de votação estava reservada principalmente às pessoas com covid-19 ou que se desconfiasse que podiam estar infetadas.

De acordo com o executivo regional, a normalidade da votação foi apenas quebrada a meio da manhã pelo protesto de quatro ativistas femininas de tronco nu que entraram no colégio eleitoral da candidata do partido de extrema-direita Vox.

A Comunidade de Madrid é uma das regiões espanholas mais atingida pela covid-19, com uma incidência acumulada de 384 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, - o limiar de perigo é de 250 casos - e a pressão sobre o sistema hospitalar permanece elevada.

Com Lusa
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