Maduro denuncia morte de um polícia em incidente nos protestos da Venezuela

Caracas, 01 mar (Lusa) -- O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse hoje que um membro da Guarda Nacional (polícia militar) morreu depois de ter sido baleado quando tentava remover uma barricada erguida no âmbito dos protestos iniciados há mais de duas semanas.

Lusa /

Nicolás Maduro acrescentou que duas pessoas ficaram feridas no incidente que descreveu como "uma emboscada".

"Foi emboscada uma comissão da Guarda Nacional Bolivariana que estava a trabalhar, removendo escombros para que as pessoas que vivem em El Trigal de Valência (150 quilómetros a oeste de Caracas) pudessem entrar e sair", disse.

Nicolás Maduro falava durante uma reunião da Conferência de Paz, uma iniciativa do governo venezuelano para dialogar com os vários setores da sociedade, realizada no palácio presidencial de Miraflores.

Por sua vez, o ministro venezuelano do Interior, Justiça e Paz, Miguel Rodríguez, disse que na sexta-feira um outro militar foi sequestrado, espancado e despido no Estado venezuelano de Táchira (850 quilómetros a sudoeste de Caracas) quando procurava comprar alimentos para a família.

O ministro atribuiu o sequestro a "grupos subversivos" que se infiltraram nas manifestações estudantis e denunciou que outros funcionários foram alvo de ataques para "humilhá-los" e gerar uma resposta violenta.

Estes atos violentos têm lugar numa altura em que estudantes venezuelanos reclamam às autoridades que investiguem e castiguem os oficiais da Guarda Nacional que dizem estar envolvidos em ataques a manifestantes.

Protestos sucedem-se há 16 dias em várias localidades da Venezuela, entre manifestações pacíficas e atos de violência que provocaram pelo menos 17 mortos, 261 feridos e mais de 500 detidos.

O Ministério Público venezuelano confirmou que abriu 27 investigações sobre alegadas violações dos direitos humanos.

Os protestos começaram a 12 de fevereiro, com uma marcha pacífica de estudantes contra a insegurança, mas intensificaram-se nesse mesmo dia, quando confrontos entre manifestantes, forças de ordens e alegados grupos armados, provocaram a morte de três pessoas.

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