Maëlys de Araújo. Assassino da menina lusodescendente condenado a prisão perpétua

Nordahl Lelandais foi esta sexta-feira condenado a prisão perpétua pela morte da lusodescendente Maëlys de Araújo, de oito anos, em agosto de 2017. O tribunal entendeu que Lelandais era culpado de todos os crimes de que estava acusado.

RTP /
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A leitura da sentença do assassino confesso de Maëlys de Araújo ocorreu esta sexta-feira em Grenoble, França.

A condenação vai ao encontro do requerido pelo Ministério Público francês, que pediu prisão perpétua na quinta-feira, alegando que o arguido era “um perigo social absoluto”.

De pé, Nordahl Lelandais reagiu calmamente ao veredicto, tal como a família de Maëlys. No início da sessão, o homem assumiu os atos de que é acusado e pediu desculpa à família da vítima. "Reconheço todos os atos pelos quais sou acusado, com sinceridade. Sei que a família nunca aceitará as minhas desculpas mas devo apresentá-las com a maior sinceridade", declarou o arguido, de 39 anos.
A morte de Maëlys de Araujo chocou a França em agosto de 2017, já que a menina desapareceu de uma festa de casamento familiar, na cidade de Pont-de-Beauvoisin, onde estariam cerca de 200 convidados. Passados alguns dias, Nordahl Lelandais foi acusado de sequestro.

Só em 2018 é que o arguido confessou o crime, conduzindo as autoridades ao local onde tinha abandonado o corpo da menina. O acusado diz ter esbofeteado Maëlys de Araujo causando, sem querer, a sua morte. No entanto, a autópsia revelou vários golpes fatais na cabeça da criança. Durante o julgamento, Lelandais acabou por admitir que matou de forma voluntária a criança de oito anos, com golpes na cabeça.

Durante as investigações do sequestro e morte da menina lusodescendente, Nordahl Lelandais começou a ser investigado por outros homicídios e desaparecimentos à sua volta, assim como acusações de pornografia infantil e abuso sexual de menores.

Em maio de 2021, foi condenado a 20 anos de prisão pela morte do jovem de 23 anos Arthur Noye, que aconteceu em abril de 2017. Este homicida continua a ser investigado pelas autoridades francesas sobre diferentes homicídios e sequestros nas regiões onde viveu ou onde se deslocou nos últimos anos.

c/agências
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