Mundo
Maior Acelerador de Partículas do Mundo foi oficialmente inaugurado
Ministros, cientistas e diplomatas reuniram-se em Genebra para a cerimónia de inauguração oficial do maior acelerador de partículas do Mundo, instalado no CERN, Centro Europeu de Investigação Nuclear.
Esta tarde, na cerimónia de inauguração, estiveram presentes cerca de 1.500 convidados, representando os países-membros do projecto e outros que nele participaram.
A cerimónia, onde era inicialmente esperada a presença de vários chefes de Estado, foi entretanto modificada, uma vez que , ao contrário do que estava previsto inicialmente, o funcionamento do Grande Acelerador de Hadrões (LHC) foi interrompido.
Nicolas Sarkozy, Presidente francês e em exercício da União Europeia, que tinha confirmado a presença, foi substituído pelo primeiro-ministro francês, François Fillon. Portugal esteve representado por Mariano Gago, ministro da Ciência e do Ensino Superior.
Pascal Couchepin, Presidente da Confederação Helvética, não faltou à cerimónia que se realizou no seu país.
Desvendar o segredo do início do Universo
No dia 10 de Setembro de 2008, após 30 anos de trabalho e com um orçamento rondando os oito mil milhões de euros, o Grande Acelerador de Hadrões foi testado no Laboratório Europeu de Física de Partículas, em Genebra.
Os cientistas esperam que este novo acelerador de partículas vá finalmente permitir a recriação dos primeiros momentos do Universo.
A comunidade científica que trabalha naquele que é considerado o maior laboratório do Mundo tem como objectivo mais importante recriar o Big Bang - teoria segundo a qual o Universo teve início numa explosão, emergindo de um estado extremamente denso e quente há cerca de 13,7 biliões de anos.
Dessa forma, teriam sido geradas temperaturas 100 mil vezes mais elevadas do que as do centro do Sol.
A grande desilusão
A 14 de Setembro, nove dias depois de ter sido posto a funcionar com sucesso e ter lançado grandes esperanças e algumas comemorações, o Acelerador de Partículas parou devido a uma avaria.
Após um momento de desilusão e desalento, os cientistas logo meteram mãos à obra no sentido de saber qual a causa da avaria. Só assim se poderia resolver o problema e recomeçar com a iniciativa que se prolongará por vários anos.
A 17 de Outubro percebeu-se que uma fuga de hélio no acelerador de partículas, devido a uma ligação eléctrica defeituosa entre dois magnetes do mecanismo, estava na origem da avaria, de acordo com os resultados de uma primeira investigação.
Essa falha eléctrica provocou, de acordo com o director do CERN, deteriorações mecânicas e a fuga de hélio das massas frias do magnete, forçando a paragem da estrutura.
A avaria que não poderia ter sido prevista será resolvida “de molde a que não volte a repetir-se e para que os objectivos de investigação do Grande Acelerador de Hadrões (LHC) possam prosseguir em 2009”, adiantou um comunicado do CERN.
Para além das cinco semanas que levará a arrefecer o segmento do anel até dois graus Kelvin (-271c), acresce o facto de o CERN ser encerrado em Novembro até à primavera de 2009 devido aos altos custos de electricidade, razões que transportam o reiniciar da experiência para essa altura.
O que é o Acelerador de Partículas
Visa simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos.
É um túnel de 27 quilómetros em forma de anel construído a uma profundidade de 100 metros passando por território da Suíça e França.
No seu interior produzir-se-ão colisões de protões numa velocidade próxima da da luz.
Demorou mais de doze anos a ser construído e custou mais de 3,76 mil milhões de euros, mobilizando milhares de físicos e engenheiros de todo o Mundo.
A cerimónia, onde era inicialmente esperada a presença de vários chefes de Estado, foi entretanto modificada, uma vez que , ao contrário do que estava previsto inicialmente, o funcionamento do Grande Acelerador de Hadrões (LHC) foi interrompido.
Nicolas Sarkozy, Presidente francês e em exercício da União Europeia, que tinha confirmado a presença, foi substituído pelo primeiro-ministro francês, François Fillon. Portugal esteve representado por Mariano Gago, ministro da Ciência e do Ensino Superior.
Pascal Couchepin, Presidente da Confederação Helvética, não faltou à cerimónia que se realizou no seu país.
Desvendar o segredo do início do Universo
No dia 10 de Setembro de 2008, após 30 anos de trabalho e com um orçamento rondando os oito mil milhões de euros, o Grande Acelerador de Hadrões foi testado no Laboratório Europeu de Física de Partículas, em Genebra.
Os cientistas esperam que este novo acelerador de partículas vá finalmente permitir a recriação dos primeiros momentos do Universo.
A comunidade científica que trabalha naquele que é considerado o maior laboratório do Mundo tem como objectivo mais importante recriar o Big Bang - teoria segundo a qual o Universo teve início numa explosão, emergindo de um estado extremamente denso e quente há cerca de 13,7 biliões de anos.
Dessa forma, teriam sido geradas temperaturas 100 mil vezes mais elevadas do que as do centro do Sol.
A grande desilusão
A 14 de Setembro, nove dias depois de ter sido posto a funcionar com sucesso e ter lançado grandes esperanças e algumas comemorações, o Acelerador de Partículas parou devido a uma avaria.
Após um momento de desilusão e desalento, os cientistas logo meteram mãos à obra no sentido de saber qual a causa da avaria. Só assim se poderia resolver o problema e recomeçar com a iniciativa que se prolongará por vários anos.
A 17 de Outubro percebeu-se que uma fuga de hélio no acelerador de partículas, devido a uma ligação eléctrica defeituosa entre dois magnetes do mecanismo, estava na origem da avaria, de acordo com os resultados de uma primeira investigação.
Essa falha eléctrica provocou, de acordo com o director do CERN, deteriorações mecânicas e a fuga de hélio das massas frias do magnete, forçando a paragem da estrutura.
A avaria que não poderia ter sido prevista será resolvida “de molde a que não volte a repetir-se e para que os objectivos de investigação do Grande Acelerador de Hadrões (LHC) possam prosseguir em 2009”, adiantou um comunicado do CERN.
Para além das cinco semanas que levará a arrefecer o segmento do anel até dois graus Kelvin (-271c), acresce o facto de o CERN ser encerrado em Novembro até à primavera de 2009 devido aos altos custos de electricidade, razões que transportam o reiniciar da experiência para essa altura.
O que é o Acelerador de Partículas
Visa simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos.
É um túnel de 27 quilómetros em forma de anel construído a uma profundidade de 100 metros passando por território da Suíça e França.
No seu interior produzir-se-ão colisões de protões numa velocidade próxima da da luz.
Demorou mais de doze anos a ser construído e custou mais de 3,76 mil milhões de euros, mobilizando milhares de físicos e engenheiros de todo o Mundo.