Maior feira mundial de Defesa e Segurança abre segunda-feira em Paris

*** Por Sérgio Soares, da Agência Lusa ***

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Paris, 16 Jun (Lusa) - Aberração para uns, vital para outros, a "Eurosatory", uma espécie de hipermercado onde forças armadas e policiais de 167 países compram equipamento e observam as últimas novidades tecnológicas apresentadas pelos fabricantes, abre segunda-feira as portas em Paris.

O "visitante profissional" pode observar em pormenor o último grito em equipamento letal para destruir com eficácia um qualquer "inimigo" e, ao mesmo tempo, assistir aos últimos avanços na tele-medicina militar do século 21, destinada a salvar vidas em perigo nos mais difíceis teatros de operações, o que suscita o interesse de um variado tipo de audiência.

Assim, no que já é uma romaria internacional do sector, também este ano milhares de empresas de quatro dezenas de países participam com os seus equipamentos letais e não letais na "Eurosatory", o maior certame internacional consagrado à Defesa e Segurança, que vai decorrer nos arredores de Paris.

Pelos milhares de metros quadrados de pavilhões vão cruzar-se delegações oficiais, governamentais e militares dos mais variados países do mundo, amigos e rivais de conflitos passados e de outros mais recentes.

O "Eurosatory" complementa o Salão Internacional da Aeronáutica e do Espaço e cobre as restantes áreas de defesa e segurança terra/ar, incluindo veículos ligeiros e blindados, armamento diverso e helicópteros.

Em 2006, a "Eurosatory" reuniu 1.100 pavilhões de 47 países, dos quais 70 por cento de pequenas e medias empresas, numa área de 120 mil metros quadrados, tendo sido visitada por delegações oficiais de 89 países da NATO e da União Europeia e por 48 mil visitantes profissionais.

Neste certame, os organizadores, patrocinados pelo ministério da Defesa francês, prometem apresentar as últimas novidades em sistemas de defesa, combate assimétrico, equipamentos para operações de manutenção de paz, contra-terrorismo e protecção pessoal.

Cada fabricante presente procura apresentar os seus sofisticados equipamentos militares e produtos afins com exibições práticas no terreno para observação das inúmeras e atentas delegações oficiais presentes e dos "profissionais" do sector.

A divisa deste ano do certame é "Estudar e Construir a Defesa de Amanhã" e concentra grande parte do seu espaço à defesa interna e à segurança interna, no âmbito dos diferentes tipos de ameaças conhecidas contra áreas urbanas.

O certame é descrito pelos seus organizadores como o local ideal para fazer negócios durante uma semana e recordam que em 2007 ocorreram na feira mais de 5 mil reuniões de negócios entre fabricantes e compradores de armas, de veículos ligeiros e blindados e de uma panóplia imensa de outros equipamentos ligados à defesa e segurança.

A "Eurosatory" garantiu a presença dos grandes fabricantes mundiais e de centenas de pequenas e médias companhias ligadas à defesa e segurança que aplicadamente apresentam uma miríade de ameaças e de imediato os equipamentos indicados como contra-medidas.

Este ano, Portugal não apresenta nenhum expositor com armamento ou material de guerra, o que não significa que não exista equipamento nacional incorporado noutros aparatos, mas oficialmente está apenas registado como país convidado.

O hipermercado do mundo do armamento moderno fecha as portas na quarta-feira.

SRS.


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