Mais 17 novos casos na Guiné-Bissau para total de 1.195

por Lusa

Bissau, 27 mai 2020 (Lusa) -- O número de casos de infeção por covid-19 na Guiné-Bissau aumentou hoje para 1.195, mais 17 do que o último registo, mantendo-se sete vítimas mortais, segundo o Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES).

"O número voltou a subir um bocado. Há 17 novos casos. Ontem foram testadas 109. Destas 109, 50 eram novos casos. Dos 50 testados como novos casos 17 deram positivo", afirmou o coordenador do COES, Dionísio Cumba, na conferência de imprensa diária sobre a evolução da covid-19 no país.

O médico guineense, que dirige também o Laboratório Nacional de Saúde Pública, disse que o número de vítimas mortais se mantém em sete e que estão a ser investigados mais cinco óbitos.

Em relação ao número de recuperados, Dionísio Cumba disse que continuam a ser 42, apesar de ter informações de um aumento significativo deste número, mas que só será anunciado nos próximos dias.

O coordenador do COES afirmou também que estão 25 pessoas internadas no Hospital Nacional Simão Mendes, incluindo cinco estrangeiros, e que nove estão a oxigénio.

No hospital de Cumura estão internados 22 pacientes, um dos quais em estado grave.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou terça-feira o estado de emergência no país até 10 de junho, mas pediu ao Governo para iniciar o desconfinamento para evitar o "colapso económico".

As autoridades guineenses decidiram terça-feira abrir as fronteiras e permitir a entrada e saída de pessoas no território nacional e alargar o horário para a circulação de pessoas, que agora pode ser feito entre as 07:00 e as 18:00 locais, apesar de manterem o recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00.

Em relação às atividades económicas, o Governo guineense passou a permitir a circulação de transportes de passageiros e de transporte de bens de consumo de primeira necessidade, a venda ambulante e o funcionamento dos serviços comerciais entre as 07:00 e as 20:00.

Em África, há 3.589 mortos confirmados em mais de 119 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.195 casos e sete mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (1.043 casos e 12 mortos), Cabo Verde (390 casos e quatro mortes), São Tomé e Príncipe (441 casos e 12 mortos), Moçambique (213 casos e um morto) e Angola (71 infetados e quatro mortos).

O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com 24.512 mortos e mais de 391 mil contaminados, sendo o segundo do mundo em número de infeções, atrás dos Estados Unidos (1,6 milhões) e à frente da Rússia (mais de 370 mil).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 350 mil mortos e infetou mais de 5,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Cerca de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

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