Mais de 100 trabalhadores da UNRWA mortos em Gaza desde início da guerra
A Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA, na sigla inglesa) anunciou hoje que mais de 100 dos seus trabalhadores foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da guerra, a 7 de outubro.
"Destroçado. Confirmação de que mais de 100 colegas da UNRWA foram mortos num mês. Pais, professores, enfermeiros, médicos, pessoal de apoio. A UNRWA está de luto, os palestinianos estão de luto, os israelitas estão de luto. Para pôr fim a esta tragédia, é necessário um cessar-fogo humanitário já", escreveu o diretor da UNRWA, Philippe Lazzarini, na rede social X (antigo Twitter).
Na sua página da Internet, a UNRWA precisa que o número exato é 101 funcionários mortos na Faixa de Gaza desde 7 de outubro, data em que o movimento islamita palestiniano Hamas, desde 2007 no poder naquele enclave palestiniano, lançou um ataque de dimensões sem precedentes a território israelita, que fez mais de 1.400 mortos, na maioria civis, cerca de 5.000 feridos e mais de 200 reféns.
Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível à Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que já cercou a cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 35.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 11.000 mortos, quase 27.500 feridos, 2.450 desaparecidos, na maioria civis, e cerca de 1,5 milhões de deslocados, segundo as autoridades locais.
O subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, reagiu ao anúncio da UNRWA afirmando igualmente na rede social X: "Tenho o coração despedaçado por esta notícia profundamente trágica. Estes colegas eram raios de esperança e de humanidade".
"Os nossos pensamentos estão com as suas famílias e com todos os nossos corajosos colegas da UNRWA", acrescentou.
Para prestar homenagem aos trabalhadores da ONU mortos na Faixa de Gaza, a organização tenciona cumprir um minuto de silêncio na segunda-feira em todas as suas instalações em todo o mundo, às 09:30 locais de cada país.
"O secretário-geral convidou o pessoal (...) a observar um minuto de silêncio", e as bandeiras da ONU serão colocadas a meia haste, anunciou um porta-voz da organização em Genebra, Rolando Gomez, numa conferência de imprensa.