Mundo
Mais de 330 mortos em sismo no Afeganistão e no Paquistão
O abalo de 7.5 teve epicentro no norte do Afeganistão e foi sentido do Paquistão até à Índia. O balanço de mortos não cessa de crescer e cifrava-se em 335 pouco depois das 18h30 em Portugal.
Pelo menos 253 pessoas morreram no Paquistão e 82 no Afeganistão, de acordo com relatórios oficiais de ambos os países. Há ainda centenas de feridos.
O gabinete oficial de sismologia dos EUA, afirma que epicentro do tremor de terra se deu na cordilheira de Indocuche, perto de Jarm na província de Badakhshan, no nordeste do Afeganistão, a 250 K da capital, Cabul, e a uma profundidade de 213 Km.

Sem comunicações
Numa escola da província afegã de Takhar, a oeste do epicentro, 12 raparigas morreram espezinhadas durante a fuga em pânico para abandonar o local. "Caíram sob os pés dos outros alunos", afirmou o responsável pelos serviços locais de emergência. Abdul Razaq Zinda afirma que Takhar foi severamente atingida pelo abalo.
Hikmat Fasi, habitante da Província de Parwan, no norte do Afeganistão, citado pela al Jazeera, afirma que os estragos provocados pelo sismo são "extensos".
"Estamos em segurança mas vimos muitos edifícios colapsarem. O sismo causou estragos graves na nossa área. Só rezamos".
Pânico no Paquistão
A área mais atingida no Paquistão foi Chitral, onde estavam contabilizados 20 mortos ao início da tarde.
O jornalista Gul Hammad Farooqi, de 47 anos, afirmou que a sua casa caiu. "Fui atirado de um lado para o outro da rua pela violência do sismo. Nunca passei por nada igual. Há muita destruição e a minha casa ruiu mas felizmente eu e os meus filhos escapámos", relatou à agência Reuters.

Outros testemunhos referem que nunca sentiram um abalo semelhante.
Shaukat Iqbal, do bairro de Charsadda em Khyber-Pakhtunkhwa, afirmou que lhe parecia que o sismo "ficava cada vez pior".
"Vi casas e edifícios sacudidos. Estamos aterrorizados e não consigo contactar com a minha família do distrito de Malakand. Os telefones não funcionam".
Waqas Habibi Rana, residente em Lahore, disse também que muitas pessoas abandonaram a casas e edifícios de escritórios quando a cidade foi atingida.
"Mal sentimos o primeiro tremor saímos de casa. Parou por uns segundos, mas recomeçou depois," disse Waqas à al Jazeera.
"O terceiro abalo foi muito forte. Foi por larga margem o pior que alguma vez senti no Paquistão. Estava toda a gente muito assustada e a rezar" disse. "provocou uma derrocada no Baltistão", acrescentou, referindo-se a uma zona das montanhas de Karakoram.
Abalo sentido até Nova Deli
No estado de Srinagar, em Cachemira, o trânsito foi suspenso após o sismo. Na Índia não há para já notícia de mortos.
As cidades de Cabul, de Nova Deli e de Islamabad sentiram todas o tremor, de acordo com residentes. Centenas de pessoas abandonaram os edifícios em pânico enquanto o chão ondulava sob os seus pés.
"Ficámos cheios de medo. Vimos pessoas a fugir dos prédios e lembramos o nosso deus", afirmou à Reuters o jornalista paquistanês Zubair Khan no Vale de Swat a nordeste da capital paquistanesa, Islamabad.

"Eu estava no meu carro e quando parei o próprio carro tremia como se alguém estive a empurra-lo para trás e para a frente", acrescentou.
As autoridades paquistanesas emitiram avisos sobre a possibilidade de réplicas graves. A maioria da população já regressou a casa entretanto.
Nawaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, encurtou a visita que efetuava ao Reino Unido e regressou ao país paraliderar os esforços de socorro.
EUA oferecem auxílio
Todos os hospitais de campanha e helicópteros militares da região estão em estado de prontidão e alerta máximo.
O sismo provocou o corte de comunicações, pelo que nos próximos dias o balanço de vítimas deverá ser atualizado, à medida que o socorro chega às comunidades mais isoladas. As linhas de telemóveis continuavam em baixo, horas depois do tremor de terra.
"O problema é que não sabemos nada. Muitas linhas de telefone continuam em baixo", afirmou Scott Anderson, vice diretor do gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, em Cabul.
Os Estados Unidos já se ofereceram para enviar auxílio aos governos do Afeganistão e do Paquistão, além da presença da USAID (agência norte-americana para o desenvolvimento Internacional).
João Botas, Nuno Castro
Zona sísmica
O sismo surge seis meses depois do pior sismo de sempre a atingir o Nepal, a 25 de abril, que provocou, com uma forte réplica, mais de 9.000 mortos. Cerca de 900.000 casas caíram ou sofreram grandes estragos.
Há cerca de 10 anos, um sismo no nordeste do Paquistão matou cerca de 75.000 pessoas.
A cordilheira de Indocuche é uma zona de grande atividade sísmica, já que naquela região a placa Indiana desaparece sob a placa da Euroásia. Alterações tectónicas súbitas provocam enorme descargas de energia de que resultam os sismos.
O gabinete oficial de sismologia dos EUA, afirma que epicentro do tremor de terra se deu na cordilheira de Indocuche, perto de Jarm na província de Badakhshan, no nordeste do Afeganistão, a 250 K da capital, Cabul, e a uma profundidade de 213 Km.
Sem comunicações
Numa escola da província afegã de Takhar, a oeste do epicentro, 12 raparigas morreram espezinhadas durante a fuga em pânico para abandonar o local. "Caíram sob os pés dos outros alunos", afirmou o responsável pelos serviços locais de emergência. Abdul Razaq Zinda afirma que Takhar foi severamente atingida pelo abalo.
Hikmat Fasi, habitante da Província de Parwan, no norte do Afeganistão, citado pela al Jazeera, afirma que os estragos provocados pelo sismo são "extensos".
"Estamos em segurança mas vimos muitos edifícios colapsarem. O sismo causou estragos graves na nossa área. Só rezamos".
Pânico no Paquistão
A área mais atingida no Paquistão foi Chitral, onde estavam contabilizados 20 mortos ao início da tarde.
O jornalista Gul Hammad Farooqi, de 47 anos, afirmou que a sua casa caiu. "Fui atirado de um lado para o outro da rua pela violência do sismo. Nunca passei por nada igual. Há muita destruição e a minha casa ruiu mas felizmente eu e os meus filhos escapámos", relatou à agência Reuters.
Outros testemunhos referem que nunca sentiram um abalo semelhante.
Shaukat Iqbal, do bairro de Charsadda em Khyber-Pakhtunkhwa, afirmou que lhe parecia que o sismo "ficava cada vez pior".
"Vi casas e edifícios sacudidos. Estamos aterrorizados e não consigo contactar com a minha família do distrito de Malakand. Os telefones não funcionam".
Waqas Habibi Rana, residente em Lahore, disse também que muitas pessoas abandonaram a casas e edifícios de escritórios quando a cidade foi atingida.
"Mal sentimos o primeiro tremor saímos de casa. Parou por uns segundos, mas recomeçou depois," disse Waqas à al Jazeera.
"O terceiro abalo foi muito forte. Foi por larga margem o pior que alguma vez senti no Paquistão. Estava toda a gente muito assustada e a rezar" disse. "provocou uma derrocada no Baltistão", acrescentou, referindo-se a uma zona das montanhas de Karakoram.
Abalo sentido até Nova Deli
No estado de Srinagar, em Cachemira, o trânsito foi suspenso após o sismo. Na Índia não há para já notícia de mortos.
As cidades de Cabul, de Nova Deli e de Islamabad sentiram todas o tremor, de acordo com residentes. Centenas de pessoas abandonaram os edifícios em pânico enquanto o chão ondulava sob os seus pés.
"Ficámos cheios de medo. Vimos pessoas a fugir dos prédios e lembramos o nosso deus", afirmou à Reuters o jornalista paquistanês Zubair Khan no Vale de Swat a nordeste da capital paquistanesa, Islamabad.
"Eu estava no meu carro e quando parei o próprio carro tremia como se alguém estive a empurra-lo para trás e para a frente", acrescentou.
As autoridades paquistanesas emitiram avisos sobre a possibilidade de réplicas graves. A maioria da população já regressou a casa entretanto.
Nawaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, encurtou a visita que efetuava ao Reino Unido e regressou ao país paraliderar os esforços de socorro.
EUA oferecem auxílio
Todos os hospitais de campanha e helicópteros militares da região estão em estado de prontidão e alerta máximo.
O sismo provocou o corte de comunicações, pelo que nos próximos dias o balanço de vítimas deverá ser atualizado, à medida que o socorro chega às comunidades mais isoladas. As linhas de telemóveis continuavam em baixo, horas depois do tremor de terra.
"O problema é que não sabemos nada. Muitas linhas de telefone continuam em baixo", afirmou Scott Anderson, vice diretor do gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, em Cabul.
Os Estados Unidos já se ofereceram para enviar auxílio aos governos do Afeganistão e do Paquistão, além da presença da USAID (agência norte-americana para o desenvolvimento Internacional).
João Botas, Nuno Castro
Zona sísmica
O sismo surge seis meses depois do pior sismo de sempre a atingir o Nepal, a 25 de abril, que provocou, com uma forte réplica, mais de 9.000 mortos. Cerca de 900.000 casas caíram ou sofreram grandes estragos.
Há cerca de 10 anos, um sismo no nordeste do Paquistão matou cerca de 75.000 pessoas.
A cordilheira de Indocuche é uma zona de grande atividade sísmica, já que naquela região a placa Indiana desaparece sob a placa da Euroásia. Alterações tectónicas súbitas provocam enorme descargas de energia de que resultam os sismos.