Mundo
Mais de 500 pessoas mortas nos centros de distribuição da Fundação Humanitária de Gaza
Desde o fim de maio que mais de meio milhar de pessoas foi morta durante distribuições de alimentos por parte da Fundação Humanitária de Gaza, organização apoiada pelos Estados Unidos e Israel. O anúncio foi feito esta sexta-feira pela ONU.
Rik Peeperkorn, representante da Organização Mundial de Saúde, pediu a Israel que parasse de matar pessoas em Gaza.
“Esta matança sem sentido em Gaza tem de parar. Os múltiplos ataques que temos testemunhado nos últimos dias, que na verdade foram semanas, atingiram locais que acolhem pessoas que estão a sofrer de fome e que tentam ter acesso a alimentos, mataram e feriram uma multidão de palestinianos”, denunciou Peeperkorn.
De acordo com a AFP, a FHG começou a distribuir alimentos no fim de maio depois do bloqueio imposto por parte de Israel. As distribuições foram caóticas com o exército israelita a disparar sobre multidões de palestinianos desesperados, à procura de comida.
“Registámos 613 pessoas mortas desde o início das operações da Fundação até ao dia 27 de junho”.
“Esta matança sem sentido em Gaza tem de parar. Os múltiplos ataques que temos testemunhado nos últimos dias, que na verdade foram semanas, atingiram locais que acolhem pessoas que estão a sofrer de fome e que tentam ter acesso a alimentos, mataram e feriram uma multidão de palestinianos”, denunciou Peeperkorn.
De acordo com a AFP, a FHG começou a distribuir alimentos no fim de maio depois do bloqueio imposto por parte de Israel. As distribuições foram caóticas com o exército israelita a disparar sobre multidões de palestinianos desesperados, à procura de comida.
“Registámos 613 pessoas mortas desde o início das operações da Fundação até ao dia 27 de junho”.
De acordo com Ravina Shamdasani, porta-voz do alto comissariado da ONU para os Direitos Humanos, pelo menos 509 pessoas foram mortas perto dos locais de distribuição. As restantes morreram perto de comboios da ONU ou de outras organizações.
A porta-voz explicou também que os números se encontram em constante atualização, já que a ONU continua a receber notificações sobre pessoas a morrer.
“Quanto a quem é responsável, é evidente que o exército israelita bombardeou e disparou contra palestinianos que tentavam chegar a pontos de distribuição. Quantas pessoas foram mortas? Quem é o responsável?”, questionou Shamdasani que pediu acesso para conseguir uma investigação independente.
A ONU e outras organizações solidárias têm recusado trabalhar ao lado da Fundação Humanitária de Gaza já que acusam a mesma de servir interesses do exército israelita e de violar princípios humanitários básicos.
A Fundação Humanitária de Gaza é conhecida por ter seguranças armados nos seus centros e tem negado, ao longo do tempo, qualquer incidente perto dos locais de distribuição de alimentos. O presidente da organização, Johnnie Moore, americano apoiante da Administração Trump, garantiu não haver problemas.
“Não tivemos quaisquer incidentes violentos nos nossos locais de distribuição”.
A porta-voz explicou também que os números se encontram em constante atualização, já que a ONU continua a receber notificações sobre pessoas a morrer.
“Quanto a quem é responsável, é evidente que o exército israelita bombardeou e disparou contra palestinianos que tentavam chegar a pontos de distribuição. Quantas pessoas foram mortas? Quem é o responsável?”, questionou Shamdasani que pediu acesso para conseguir uma investigação independente.
A ONU e outras organizações solidárias têm recusado trabalhar ao lado da Fundação Humanitária de Gaza já que acusam a mesma de servir interesses do exército israelita e de violar princípios humanitários básicos.
A Fundação Humanitária de Gaza é conhecida por ter seguranças armados nos seus centros e tem negado, ao longo do tempo, qualquer incidente perto dos locais de distribuição de alimentos. O presidente da organização, Johnnie Moore, americano apoiante da Administração Trump, garantiu não haver problemas.
“Não tivemos quaisquer incidentes violentos nos nossos locais de distribuição”.