Mundo
Mais de 80 mortos em barco de migrantes à deriva junto às Canárias
Mais de 80 pessoas morreram num barco que tinha como destino as Ilhas Canárias, avança esta quinta-feira a agência EFE. A embarcação tinha partido da Gâmbia há quase um mês e foi resgatada esta madrugada pelas autoridades marítimas espanholas.
Quando saiu da Gâmbia, o barco transportava um total de 128 ocupantes. Esteve à deriva durante 26 dias até ser resgatado esta quinta-feira, durante a madrugada.
A embarcação foi localizada inicialmente pelas 18h40 a 120 quilómetros da Gran Canária e o resgate ocorreu já depois da meia-noite. Um dos socorristas contou à agência EFE que os sobreviventes “pareciam cadáveres ambulantes, como zombies.
“Estavam desmaiados, incapazes de se manterem em pé. A maioria estava a alucinar, alguns até tentaram nos agredir", relata o socorrista.
Segundo os primeiros dados, ainda provisórios, os sobreviventes são todos homens da Gâmbia e do Mali.
A ONG espanhola Caminando Fronteras adianta que as inscrições no casco da embarcação confirmadas pela Guardia Civil correspondem a uma embarcação que partiu da Gâmbia a 7 de agosto com 127 ocupantes resgistados, incluindo quatro mulheres e um bebé.
A bordo, as autoridades encontraram 44 sobreviventes e cinco corpos. O navio de resgate foi obrigado a abandonar os cinco corpos que se encontravam na embarcação devido às más condições do mar, com ondas fortes, e à urgência de prestar assistência médica aos sobreviventes.
Ayer, a las 18:40 h (hora canaria), el avión de Salvamento Marítimo Sasemar 101 localizó un cayuco a la deriva a 65 millas náuticas al suroeste de Arguineguín.
— SALVAMENTO MARÍTIMO (@salvamentogob) September 3, 2026
Bajo la dirección de la Capitanía Marítima de Las Palmas, el Centro de Coordinación de Salvamento Marítimo movilizó a… pic.twitter.com/PiJpnMKVXp
“Estavam desmaiados, incapazes de se manterem em pé. A maioria estava a alucinar, alguns até tentaram nos agredir", relata o socorrista.
Segundo os primeiros dados, ainda provisórios, os sobreviventes são todos homens da Gâmbia e do Mali.
A ONG espanhola Caminando Fronteras adianta que as inscrições no casco da embarcação confirmadas pela Guardia Civil correspondem a uma embarcação que partiu da Gâmbia a 7 de agosto com 127 ocupantes resgistados, incluindo quatro mulheres e um bebé.