Mundo
Mais um deputado rompe com a bancada da extrema-direita alemã
Foi há pouco anunciada a saída de Mario Mieruch da bancada parlamentar da AfD (Alternativa para a Alemanha). Mieruch é um apoiante assumido da ex-presidente do partido, Frauke Petry, mas não declarou ainda se irá participar no agrupamento que esta pretende constituir no Bundestag.
A demissão foi confirmada a Der Spiegel pelo porta-voz da AfD, Christian Lüth. O deputado demissionário, Mario Mieruch, era um dos fundadores do partido e seu o responsável para a imprensa no Land da Renânia-Norte Vestefália e tem vindo a apoiar decididamente a ex-presidente do partido, Frauke Petry.
Na noite eleitoral, quando esta obteve um mandato directo pelo Land da Saxónia - o Land em que a AfD foi o partido mais votado -, Mieruch festejou exuberantemente essa eleição nas redes sociais. O partido, pelo contrário, num momento em que já se adivinhava a provável dissensão da presidente, foi bem mais sóbrio na celebração desse resultado.
E, com efeito, Petry anunciou nessa mesma noite, em conferência de imprensa, a sua ruptura com a bancada parlamentar da AfD. No dia seguinte anunciou a sua saída do partido. Com a saída de ambos, a bancada da extrema-direita passa de 94 a 92 assentos.
O grupo que vier a ser constituído por Petry, Mieruch e eventualmente outros parlamentares tem menos possibilidades regulamentares de intervenção do que uma fracção parlamentar, mas pode, ainda assim, apresentar algumas moções e intervir nos debates.
O e-mail de demissão de Mieruch, citado em Der Spiegel, sustenta que a AfD vai ter de decidir "se quer obter êxitos através da 'arte do possível' ou através de uma crítica aos fundamentos do sistema".
Assim, explica que apoiou a proposta gradualista que Petry vinha defendendo dentro da AfD, porque "a aceitação sustentável e a longo prazo pelo eleitorado só poderá alcançar-se através dos conteúdos e da credibilidade dos representantes". A capacidade de produzir reais mudanças políticas, diz Mieruch, e de cumprir as promessas eleitorais "deveria ser um pilar de sustentação da nossa nova força liberal-conservadora".
Na noite eleitoral, quando esta obteve um mandato directo pelo Land da Saxónia - o Land em que a AfD foi o partido mais votado -, Mieruch festejou exuberantemente essa eleição nas redes sociais. O partido, pelo contrário, num momento em que já se adivinhava a provável dissensão da presidente, foi bem mais sóbrio na celebração desse resultado.
E, com efeito, Petry anunciou nessa mesma noite, em conferência de imprensa, a sua ruptura com a bancada parlamentar da AfD. No dia seguinte anunciou a sua saída do partido. Com a saída de ambos, a bancada da extrema-direita passa de 94 a 92 assentos.
O grupo que vier a ser constituído por Petry, Mieruch e eventualmente outros parlamentares tem menos possibilidades regulamentares de intervenção do que uma fracção parlamentar, mas pode, ainda assim, apresentar algumas moções e intervir nos debates.
O e-mail de demissão de Mieruch, citado em Der Spiegel, sustenta que a AfD vai ter de decidir "se quer obter êxitos através da 'arte do possível' ou através de uma crítica aos fundamentos do sistema".
Assim, explica que apoiou a proposta gradualista que Petry vinha defendendo dentro da AfD, porque "a aceitação sustentável e a longo prazo pelo eleitorado só poderá alcançar-se através dos conteúdos e da credibilidade dos representantes". A capacidade de produzir reais mudanças políticas, diz Mieruch, e de cumprir as promessas eleitorais "deveria ser um pilar de sustentação da nossa nova força liberal-conservadora".