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Malásia. 108 escolas fechadas por causa dos incêndios na Indonésia
A qualidade do ar na Malásia atingiu um nível considerado insalubre e por questões de segurança as autoridades desaconselharam as atividades físicas e ao ar livre.
Os incêndios florestais que começaram na segunda-feira na Indonésia estão a ter consequências no país vizinho, Malásia.
Na manhã desta quarta-feira, a qualidade do ar naquele país atingiu um nível bastante preocupante e as autoridades decidiram encerrar 108 escolas, no estado de Sarawak, na Malásia.
A medida preventiva foi tomada para proteger as crianças da crescente neblina causa pelos incêndios na Indonésia e que estão a deteriorar a qualidade do ar para níveis insalubres, valores verificados esta quarta-feira, e divulgados pelo departamento ambiental da Malásia.
A neblina está a alastrar-se e há outras sete áreas que fazem fronteira com a Indonésia, na ilha de Bornéu, que também registaram índices insalubres.
A agência de notícias da Malásia adiantou que a névoa espalhou-se pela região por causa dos incêndios florestais que ocorrerem em áreas de pastagem na Indonésia.
As autoridades estão a intensificar os esforços para debelar as chamas. Uma das estratégias adoptadas é o recurso à indução da chuva com o uso de aeronaves de semeadura de nuvens.
Dada a qualidade do ar, o Ministério da Saúde da Malásia aconselhou a população das áreas afetadas pela neblina a reduzir as atividades físicas e ao ar e a procurar atendimento médico caso apresentem tosse persistente e falta de ar.
48 mil bombeiros no combate às chamas
A agência nacional de gestão de catástrofes (BNPB) divulgou que mais de 48 mil bombeiros foram destacados para combater os incêndios que começaram na segunda, em seis províncias da Indonésia.
Dados divulgados pelo Ministério das Florestas mostraram que 107.465 hectares de terra foram atingidos por incêndios de janeiro a junho, um aumento de 110% em comparação com o mesmo período de 2023, quando o El Niño afetou a Indonésia pela última vez.
"Estamos em alerta porque as condições meteorológicas realmente possibilitam que esses incêndios se alastrem ainda mais", referiu na segunda-feira o ministro-chefe da Segurança, Djamari Chaniago.