Maldivas são primeiro país a pedir ajuda internacional
O governo das ilhas Maldivas pediu hoje ajuda internacional, sendo o primeiro país dos sete afectados pelo sismo a fazer um apelo oficial, noticiou a agência EFE.
O maremoto inundou pelo menos dois terços da principal ilha do arquipélago e provocou um número indeterminado de vítimas, segundo informações oficiais, levando ainda ao encerramento do aeroporto.
O gabinete da Presidência disse em comunicado aos meios de comunicação social que, "desde as 09:00 da manhã, a capital Male e outras partes do país foram inundadas pelas +tsunami+ (ondas gigantes) causadas pelo terramoto no Sudeste Asiático.
A informação oficial não precisa o número de mortos e feridos, adiantando apenas que "milhares de pessoas foram deslocadas e cerca de dois terços da ilha estão debaixo de água".
A nota adianta ainda que grupos de resgate foram mobilizados para avaliar os danos humanos e materiais e fornecer ajuda.
Entretanto, já vários organismos internacionais estão a recolher e enviar ajuda aos países afectados pelo terramoto.
A França e a Rússia já anunciaram que vão enviar segunda-feira aviões com socorristas e material de apoio humanitário, como tendas, para o Sri Lanka.
A delegação dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Bélgica está a preparar o envio para a Indonésia de um avião com 32 toneladas de ajuda, nomeadamente equipamentos médico, de higiene e saneamento, informou a agência de notícias belga, citada pela EFE.
A ajuda servirá para prestar assistência a entre 30 e 40 mil pessoas afectadas pelo sismo.
Os MSF contam com 10 especialistas na zona para avaliar as necessidades da Índia, Malásia e Indonésia, três dos países mais afectados.
A Cruz Vermelha espanhola destinou já 36 mil euros dos seus fundos de emergência para apoiar as operações de trabalhos de resgate e de emergência na Índia, Sri Lanka e Indonésia, referiu a organização, em comunicado citado pela agência Europa Press.
Na mesma nota, a Cruz Vermelha espanhola adianta que está a alertar a suas equipas de emergência para um eventual envio de delegados para a zona, operação que será levada a cabo em coordenação com a Federação Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho.
As organizações humanitárias na Alemanha pediram à população que leve donativos para ajudar as pessoas afectadas pelo sismo, refere a agência EFE.
Por enquanto são seis as organizações, algumas delas representações alemãs de organismos internacionais como a Cáritas, UNICEF e World Vision, que criaram contas onde podem ser depositados os donativos.
A ONG alemã Ajuda Contra a Fome no Mundo começou a abastecer algumas das zonas afectadas no Sri Lanka, através da sua filial Sewa Lanka.
Segundo porta-vozes desta organização, citadas pela EFE, colaboradores da Sewa Lanka distribuíram bens de primeira necessidade no nordeste do Sri Lanka e está ainda prevista a entrega de mais material num valor estimado de 100 mil euros.
A Cáritas Internacional e a Ajuda Diacónica forneceram uma ajuda imediata de 300 mil euros e também nestes dois casos artigos de primeira necessidade estão já a ser repartidos através de diversas organizações com que cooperam na região.