Mundo
Mandela lamenta pobreza na África do Sul pelo 90.º aniversário
Nelson Mandela celebrou o 90.º aniversário, juntamente com a família, em Qunu, localidade que considera a sua aldeia natal no leste da África do Sul. O símbolo da luta contra o “apartheid” apelou aos ricos para fazerem mais pelos pobres.
“Há muitas pessoas na África do Sul que são ricas, que podem partilhar as suas riquezas com aqueles que não são tão afortunados, que não conseguiram vencer a pobreza”, disse Nelson Mandela.
Foi condenado a prisão perpétua por alta traição. Esteve detido durante 27 anos em Robben Island pelas suas actividades no Congresso Nacional Africano (ANC), partido que oferecia resistência às políticas discriminativas do Partido Nacional.
O primeiro presidente negro da África do Sul (1994-1999) referiu, aos jornalistas, estar preocupado com as disparidades sociais no seu país. “Se olharmos em volta, mesmo nas cidades, não é apenas no campo, mesmo na cidade, há muita pobreza”.
Tornou-se na mais emblemática figura da África do Sul, promovendo actividades de sensibilização para o VIH/Sida ou a realização da Taça do Mundo de futebol no país em 2010.
Reduziu a sua aparição pública a partir de 2004 para dedicar-se a uma “reflexão calma”. Hoje agradeceu àqueles que festejaram o nascimento de “um velho homem reformado, que já não tem poder nem influência”.
Mandela disse estar satisfeito por ter vivido até agora. “Estou feliz por ter vivido até agora, porque não há muita gente que consiga tomar conta de si e viver durante tanto tempo. E fico feliz por ainda estar vivo”, declarou.
Homenagens de todo o mundo
Madiba, como é conhecido afectuosamente, é um símbolo político e humano. As duas valências foram apontadas pelos líderes políticos de todo o mundo, que hoje saudaram Mandela.
Frederik de Klerk, seu antecessor na presidência da África do Sul e com quem partilhou o Prémio Nobel da Paz (1993), comentou que Mandela “usou o seu encanto pessoal para promover a reconciliação e para moldar as nossas diversas comunidades numa nação multicultural”.
O homem que lhe sucedeu na presidência, Thabo Mbeki, declarou que a sua “vida e obra incarnam tudo o que os seres humanos deveriam ser”.
A comunidade internacional também se manifestou em peso. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que o ex-presidente sul-africano é “uma fonte de inspiração para os africanos e cidadãos mundiais”.
A “trajectória exemplar ao serviço da vida, da liberdade, da paz e da reconciliação. Porque se existe um continente em que este objectivo nobre conserva todo o seu sentido, é África”, notou o primeiro-ministro espanhol.
O chefe de Estado russo considera Mandela como “um símbolo da resistência ao racismo e ao apartheid, uma lenda viva”.
“O poder do exemplo” de Mandela “que dá força às pessoas de todo o mundo” foi também destacado pelo antigo presidente dos Estados Unidos, Bil Clinton.
Foi condenado a prisão perpétua por alta traição. Esteve detido durante 27 anos em Robben Island pelas suas actividades no Congresso Nacional Africano (ANC), partido que oferecia resistência às políticas discriminativas do Partido Nacional.
O primeiro presidente negro da África do Sul (1994-1999) referiu, aos jornalistas, estar preocupado com as disparidades sociais no seu país. “Se olharmos em volta, mesmo nas cidades, não é apenas no campo, mesmo na cidade, há muita pobreza”.
Tornou-se na mais emblemática figura da África do Sul, promovendo actividades de sensibilização para o VIH/Sida ou a realização da Taça do Mundo de futebol no país em 2010.
Reduziu a sua aparição pública a partir de 2004 para dedicar-se a uma “reflexão calma”. Hoje agradeceu àqueles que festejaram o nascimento de “um velho homem reformado, que já não tem poder nem influência”.
Mandela disse estar satisfeito por ter vivido até agora. “Estou feliz por ter vivido até agora, porque não há muita gente que consiga tomar conta de si e viver durante tanto tempo. E fico feliz por ainda estar vivo”, declarou.
Homenagens de todo o mundo
Madiba, como é conhecido afectuosamente, é um símbolo político e humano. As duas valências foram apontadas pelos líderes políticos de todo o mundo, que hoje saudaram Mandela.
Frederik de Klerk, seu antecessor na presidência da África do Sul e com quem partilhou o Prémio Nobel da Paz (1993), comentou que Mandela “usou o seu encanto pessoal para promover a reconciliação e para moldar as nossas diversas comunidades numa nação multicultural”.
O homem que lhe sucedeu na presidência, Thabo Mbeki, declarou que a sua “vida e obra incarnam tudo o que os seres humanos deveriam ser”.
A comunidade internacional também se manifestou em peso. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que o ex-presidente sul-africano é “uma fonte de inspiração para os africanos e cidadãos mundiais”.
A “trajectória exemplar ao serviço da vida, da liberdade, da paz e da reconciliação. Porque se existe um continente em que este objectivo nobre conserva todo o seu sentido, é África”, notou o primeiro-ministro espanhol.
O chefe de Estado russo considera Mandela como “um símbolo da resistência ao racismo e ao apartheid, uma lenda viva”.
“O poder do exemplo” de Mandela “que dá força às pessoas de todo o mundo” foi também destacado pelo antigo presidente dos Estados Unidos, Bil Clinton.