Manifestações em Wall Street exprimem frustração do povo, afirma Oabma

Nova Iorque, 07 out (Lusa) -- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou na quinta-feira que as manifestações das últimas semanas no país traduzem as frustrações dos norte-americanos face às desigualdades económicas, noticiou a AP.

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Centenas de manifestantes, incluindo muitos com t-shirts de sindicatos, desfilaram na quarta-feira em Manhattan, tendo os protestos prosseguido hoje em diversas cidades norte-americanas, com cerca de 500 sindicalistas, estudantes e outros ativistas a manifestarem-se em Los Angeles.

Nesta cidade da Califórnia, a polícia deteve um grupo que entrou numa dependência do Bank of América, um dos alvos da fúria dos manifestantes.

Os protestos aumentaram gradualmente em tamanho e importância nas últimas duas semanas, com Obama a admitir que a contestação possa transformar-se num movimento político.

Em conferência de imprensa, Obama disse compreender as preocupações das pessoas relativamente ao sistema financeiro do país, adiantando que a população encara Wall Street como exemplo que nem sempre segue a lei.

"Exprimem as frustrações que o povo norte-americano sente face à maior crise financeira desde a Grande Depressão", sintetizou Obama.

Os protestos, que começaram a 17 de setembro com uma dúzia de manifestantes que tentaram montar tendas em frente da Bolsa de Nova Iorque, têm motivações diversas, mas nenhuma reivindicação concreta, embora falem muito de desemprego e desigualdades económicas, reservando as maiores críticas para Wall Street.

"Nós somos os 99 por cento", gritaram os manifestantes na quarta-feira, em contraste com o 01 por cento de ricos norte-americanos.

Sem um líder identificado, todas as decisões do grupo são tomadas nas assembleias que realizam.

De momento, vários legisladores democratas manifestaram apoio aos manifestantes, enquanto alguns candidatos presidenciais republicanos os criticaram.

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