Manifestações proibidas no sábado em Marselha e museus fechados em Paris

Manifestações proibidas no sábado em Marselha e museus fechados em Paris

Todas as manifestações, anunciadas ou não, estarão proibidas no sábado em Marselha, a segunda maior cidade francesa. Em Paris, os museus do Louvre, d'Orsay e Picasso vão estar encerrados no sábado, dia em que está agendada uma nova mobilização no país.

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa
Abdul Saboor - Reuters

Todas as manifestações, "declaradas ou não", estão proibidas no sábado em Marselha e na região Bouches-du-Rhône, anunciou o autarca Jacques Witkowski, esta quinta-feira.

Lembrando as "pilhagens, danos e atos de vandalismo" ocorridos no passado fim de semana, a autarquia informou ainda, em comunicado, que os transportes públicos serão suspensos na área metropolitana de Marselha, a partir das 05h00 de sábado até às 05h00 de domingo.

Para além disso, o recolher obrigatório atualmente em vigor para menores de idade no centro da cidade e em certas zonas comerciais será alargado aos maiores de idade durante as noites de sábado para domingo e de domingo para segunda-feira.

Em Montpellier, a autarquia também anunciou que os protestos serão proibidos entre as 8h00 e as 22h00 de sábado num “perímetro alargado” da cidade.

O recolher obrigatório também será aplicado a menores desacompanhados no centro de Montpellier e Béziers nas noites de sexta-feira e sábado.

Em Lyon, a câmara municipal proibiu também "qualquer manifestação" para este sábado. Em Paris, apenas foi autorizada uma marcha entre a Praça da Bastilha e da Nação e a autarquia pediu à população "a máxima vigilância face ao risco de novos atos de violência cometidos por vândalos que não têm qualquer ligação com o movimento social".

Em algumas áreas da capital francesa foi também prorrogado o recolher obrigatório, das 23h00 às 6h00, até segunda-feira.
Museus encerrados em Paris

Na capital francesa, os museus do Louvre, d'Orsay e Picasso, bem como o Grand Palais, estarão excecionalmente encerrados no sábado devido às manifestações previstas, anunciou o Ministério da Cultura num comunicado divulgado esta quinta-feira.

O Ministério aconselha ainda "todos os estabelecimentos sob a sua tutela" a adotarem as medidas necessárias para garantir "a segurança dos visitantes", "a proteção dos funcionários" e "a preservação das obras".

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou esta quinta-feira a proibição, nos próximos dias, de ações de protesto avaliadas como “ilegítimas”, permitindo apenas manifestações organizadas por sindicatos.

Macron aumentou o tom e acusou grupos de extrema-esquerda de terem tentado "derrubar a República" com o que descreveu como "atos sediosos".

O chefe de Estado vai presidir um conselho de Defesa e de Segurança Nacional esta sexta-feira, no Palácio do Eliseu.
Operação "de grande envergadura"

No passado sábado, as manifestações contra o custo de vida e de apoio aos estudantes do ensino secundário resultaram em cenas de caos e pilhagens em várias cidades de França, incluindo Paris. Cerca de três mil estabelecimentos comerciais sofreram danos.
Ao todo foram detidas 217 pessoas, de um total de 2.700 que chegaram a ser detidas após os atos de violência e pilhagens que ocorreram durante as manifestações.

"É inadmissível que o que aconteceu no passado sábado volte a ocorrer", disse o porta-voz do Governo, Maud Bregeon.

Para o próximo sábado, o Governo francês garantiu que será montada uma operação de segurança "de grande envergadura". O efetivo das forças de segurança será "20% superior" ao da semana passada e serão mobilizados veículos blindados, bem como militares Operação Sentinelle e unidades de elite da polícia e da gendarmerie.
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