Manuel Zelaya rejeita deixar o país como exilado político
O Presidente deposto das Honduras e a sua família continuam refugiados na embaixada brasileira em Tegucigalpa depois de ter sido abortada, na última madrugada, a partida para o México. O Governo interino hondurenho tinha autorizado a partida de Zelaya com a condição de exilado político, o que impediria o seu regresso ao país para concorrer às eleições presidenciais, uma possibilidade rejeitada pelo ex-Presidente.
Entretanto, o Governo interino, chefiado por Porfirio Lobo, mantém negociações com o México e com o Brasil para que Manuel Zelaya abandone o país.
"Se esses países querem que Zelaya, deixe as Honduras, devem fazê-lo de acordo com a lei: asilando-o no seu território, mas como um cidadão comum. Assim o nosso Governo aceita a sua partida de imediato e sem levantar qualquer problema", afirmou René Zepeda, ministro da Informação.
"Zelaya tem acções judiciais pendentes e só pode abandonar o país com asilo político. Caso contrário deverá permanecer na embaixada do Brasil e submeter-se à justiça hondurenha", acrescentou.
Mas, a possibilidade de partir para o México, como exilado político, foi completamente posta de lado por Manuel Zelaya que afirma que "não pediu asilo a nenhum país do Mundo".
Segundo o Presidente deposto o seu objectivo, ao sair das Honduras "era participar em diversas reuniões que estão a decorrer com o objectivo de encontrar uma solução para o problema democrático" que se vive no seu país.
Manuel Zelaya foi deposto a 29 de Junho na sequência de um golpe de Estado e foi obrigado a partir para a Costa Rica. No entanto, a 21 de Setembro, regressou clandestinamente às Honduras e refugiou-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa onde ainda se encontra.