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Mar de Ross é agora o maior parque marinho do mundo
O Mar de Ross, no Oceano Antártico, é agora considerado o maior parque marinho do mundo, possuindo 17 vezes o tamanho de Portugal. Após cinco anos de negociações, cerca de 1,55 milhões de quilómetros quadrados vão ser protegidos por um acordo entre 24 países e a União Europeia.
O acordo alcançado esta sexta-feira na reunião anual da Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártica (CCAMLR) determina que em 1,12 milhões de quilómetros quadrados do Mar de Ross não seja permitido pescar, uma vez que muitos dos habitats estão a ser ameaçados pela indústria.
Com uma data de validade de 35 anos, o acordo pretende proteger mais de dez mil espécies, tais como pinguins, baleias, aves marinhas e vários tipos de peixes.
Este será o primeiro parque marinho em águas internacionais e poderá levar a que mais acordos se realizem para que 30 por cento dos oceanos do mundo sejam protegidos, algo recomendado pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
Para além da área que proíbe a pesca, 322 mil quilómetros quadrados são destinados a uma “zona de investigação de krill” (pequenos crustáceos semelhantes a camarões que servem de alimento a muitas baleias). Outros 110 mil quilómetros quadrados pertencem a uma “zona especial de pesquisa”, onde algumas espécies podem ser pescadas para fins de investigação.
O último ecossistema marinho intacto
A proteção deste ambiente é essencial para os recursos naturais do planeta, estimando-se que o Oceano Antártico produza cerca de três quartos dos nutrientes que asseguram a vida nos restantes oceanos do mundo.
O Mar de Ross é considerado por muitos cientistas o último ecossistema marinho intacto da Terra, onde presas e predadores vivem num ambiente saudável. Algo que faz dele o sítio ideal para que os investigadores entendam de que forma a mudança climática está a afetar o planeta.
Andrea Kavanagh, uma das diretoras da organização sem fins lucrativos The Pew Charitable Trusts, esteve envolvida nas negociações durante vários anos e afirmou ao diário britânico The Guardian que “a CCAMRL fez história ao declarar a maior área marinha protegida”.
Declarou ainda que esta foi “a primeira vez que várias nações concordaram em proteger uma enorme área do oceano”, revelando que a CCAMRL “leva a sério o seu papel de protetora do Antártico”.
Com uma data de validade de 35 anos, o acordo pretende proteger mais de dez mil espécies, tais como pinguins, baleias, aves marinhas e vários tipos de peixes.
Este será o primeiro parque marinho em águas internacionais e poderá levar a que mais acordos se realizem para que 30 por cento dos oceanos do mundo sejam protegidos, algo recomendado pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
Para além da área que proíbe a pesca, 322 mil quilómetros quadrados são destinados a uma “zona de investigação de krill” (pequenos crustáceos semelhantes a camarões que servem de alimento a muitas baleias). Outros 110 mil quilómetros quadrados pertencem a uma “zona especial de pesquisa”, onde algumas espécies podem ser pescadas para fins de investigação.
O último ecossistema marinho intacto
A proteção deste ambiente é essencial para os recursos naturais do planeta, estimando-se que o Oceano Antártico produza cerca de três quartos dos nutrientes que asseguram a vida nos restantes oceanos do mundo.
O Mar de Ross é considerado por muitos cientistas o último ecossistema marinho intacto da Terra, onde presas e predadores vivem num ambiente saudável. Algo que faz dele o sítio ideal para que os investigadores entendam de que forma a mudança climática está a afetar o planeta.
Andrea Kavanagh, uma das diretoras da organização sem fins lucrativos The Pew Charitable Trusts, esteve envolvida nas negociações durante vários anos e afirmou ao diário britânico The Guardian que “a CCAMRL fez história ao declarar a maior área marinha protegida”.
Declarou ainda que esta foi “a primeira vez que várias nações concordaram em proteger uma enorme área do oceano”, revelando que a CCAMRL “leva a sério o seu papel de protetora do Antártico”.