Marcadas 50 manifestações pela habitação em Espanha no sábado e acampamentos mantêm-se

Marcadas 50 manifestações pela habitação em Espanha no sábado e acampamentos mantêm-se

Os acampamentos e concentrações de protesto pela crise na habitação em Espanha mantêm-se e estão convocadas manifestações em 50 cidades para sábado, depois da rejeição hoje pelo parlamento nacional de dois decretos com medidas extraordinárias.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

A Confederação de Sindicatos das Inquilinas, que reúne associações de defesa do direito à habitação, convocou manifestações em mais de 50 cidades espanholas para sábado e sublinhou que "o passo seguinte é a greve geral".

Num comunicado, a confederação considerou "uma absoluta insensibilidade, falta de empatia e surdez perante as reivindicações da rua" o `chumbo` dos decretos do Governo espanhol com medidas para a habitação por parte do parlamento.

"Amanhã [sábado] a sociedade espanhola sairá às ruas para responder", disse a confederação, num comunicado.

No sábado passado, o Sindicato das Inquilinas e Inquilinos de Madrid convocou uma manifestação que mobilizou entre 25 mil pessoas (segundo as autoridades) e 300 mil (segundo os organizadores) e que terminou com a instalação de um acampamento de protesto na praça Porta do Sol, que se mantém até hoje e tem crescido diariamente.

As associações que estão neste acampamento garantiram hoje que o protesto vai continuar, depois de centenas das pessoas que estão na Porta do Sol terem ido até ao edifício do parlamento pedir a ratificação dos dois decretos para a habitação.

Após a votação, os manifestantes regressaram à Porta do Sol, entre gritos de "vergonha" e "greve geral", e prometeram manter a mobilização nas ruas.

Estão instaladas na Porta do Sol perto de 2.000 tendas, segundo os organizadores e cálculos dos meios de comunicação social espanhóis.

Os acampamentos e concentrações de protestos diárias por causa da habitação, com menor dimensão, têm-se estendido a outras cidades espanholas na última semana.

Os protestos foram desencadeados pelo despejo de Maricarmen Abascal, uma mulher de 87 anos, da casa onde viveu desde 1956 no centro de Madrid e que foi comprada por um fundo de investimento.

A empresa dona da casa fez entretanto uma proposta a Maricarmen Abascal, que a idosa aceitou, pelo que vai regressar à casa onde vivia.

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