Mundo
Guerra na Ucrânia
Marco Rubio na Europa Central para reforçar laços com líderes pró-Trump
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, prometeu aprofundar a cooperação com a Europa Central no domingo, ao iniciar uma viagem à Eslováquia e à Hungria, cujos líderes conservadores mantêm relações próximas com o presidente Donald Trump.
Na Eslováquia, que, tal como a Hungria, depende do petróleo e do gás russos e mantém relações tensas com o resto da União Europeia, Rubio discutiu a energia e a defesa com o primeiro-ministro Robert Fico e o presidente Peter Pellegrini.
Esta foi a primeira visita em sete anos de um secretário de Estado norte-americano ao país de 5,5 milhões de habitantes que faz fronteira com a Ucrânia."Sob a administração do presidente Trump, esta administração fará não só da Eslováquia, mas da Europa Central, uma componente fundamental da forma como nos relacionamos com o continente e com o mundo", frisou Marco Rubio.
O secretário de Estado norte-americano frisou que Washington não quer “que a Europa seja dependente, não estou a pedir que a Europa seja vassala dos Estados Unidos. Queremos ser parceiros. Queremos trabalhar com a Europa, queremos trabalhar com os nossos aliados, queremos trabalhar em cooperação convosco”. “E a nossa posição é que quanto mais fortes forem, em termos individuais, como países, e coletivamente como uma aliança, mais fortes serão os membros da NATO e mais forte é a NATO. Não vamos enveredar por reuniões e cordialidades, mas em ações concretas decididas em conjunto, de forma que sejam benéficas para vocês e para nós. De formas que sejam benéficas para os vossos países e para o nosso país”, acrescentou. Críticas à Europa em mensagem de unidadeNo sábado, Rubio, que é também conselheiro de segurança nacional de Trump, transmitiu uma mensagem de unidade na Conferência de Segurança de Munique, mantendo as críticas da administração à Europa após um ano conturbado para as relações transatlânticas.
As críticas de Trump à Europa, a imposição de tarifas sobre os países da UE e a sua ambição de adquirir a Gronelândia à Dinamarca, membro da NATO, levaram os líderes da Europa Ocidental a considerar cada vez mais a possibilidade de seguir um caminho independente.
"Esperamos que todos os países do mundo atuem no seu interesse nacional. É isso que os países devem fazer", disse Rubio. "Quando os nossos interesses nacionais estão alinhados, esta é uma oportunidade extraordinária para a cooperação e a parceria".
Robert Fico, que afirmou que a União Europeia está em "profunda crise", visitou Trump no mês passado na Florida e elogiou o presidente republicano, dizendo que iria trazer a paz.
Tanto Roberto Fico como o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, com quem Rubio se vai encontrar esta segunda-feira, na segunda etapa da sua viagem, foram acusados pelas instituições da UE de enfraquecer o poder judicial, os meios de comunicação social e o combate à corrupção.Bratislava e Budapeste mantiveram laços com Moscovo, criticaram e, por vezes, atrasaram a imposição de sanções da União Europeia à Rússia e opuseram-se ao envio de ajuda militar para a Ucrânia.
Trump é forte apoiante de Órban
Em declarações antes de partir de Washington na quinta-feira, Rubio afirmou que Trump apoia muito Orbán, que está atrasado nas sondagens de intenção de voto antes das eleições de abril, nas quais poderá ser derrotado nas urnas.
Orbán, um dos aliados mais próximos de Trump na Europa, é considerado por muitos na extrema-direita americana como um modelo para as políticas rígidas do presidente dos EUA em matéria de imigração e o seu apoio ao conservadorismo cristão.
Budapeste tem acolhido repetidamente eventos da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), que reúnem ativistas e líderes conservadores, estando previsto outro evento para março.
Enquanto outros países da União Europeia garantiram fontes de energia alternativas após a invasão da Ucrânia por Moscovo em 2022, incluindo a compra de gás natural aos EUA, a Eslováquia e a Hungria continuaram a comprar gás e petróleo russos, uma prática criticada pelos EUA. Rubio afirmou que este assunto seria discutido durante a sua breve visita.
Sobre a cooperação nuclear, a Eslováquia assinou um acordo com os Estados Unidos no mês passado.
Robert Fico disse esperar que um acordo com a emprea Westinghouse, sediada nos EUA, possa ser assinado até ao próximo ano, o que levaria à formação de um consórcio para a construção de uma nova central nuclear na Eslováquia até 2040. Acrescentou que a Eslováquia pretende comprar mais quatro caças F-16.
A Hungria e a Eslováquia elevaram as suas despesas com a defesa para 2% do PIB, menos do que alguns outros países e ainda muito aquém dos 5% do PIB até 2035, uma meta acordada pela NATO no ano passado após pressão de Trump. O primeiro-ministro eslovaco afirmou que Bratislava estava consciente da necessidade de aumentar as suas capacidades militares e que estava a trabalhar nisso.
Robert Fico divergiu de Washington a certa altura, ao criticar a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos EUA, no início de janeiro. Questionado sobre o assunto na conferência de imprensa, Rubio desvalorizou a divergência de opiniões.
Esta foi a primeira visita em sete anos de um secretário de Estado norte-americano ao país de 5,5 milhões de habitantes que faz fronteira com a Ucrânia."Sob a administração do presidente Trump, esta administração fará não só da Eslováquia, mas da Europa Central, uma componente fundamental da forma como nos relacionamos com o continente e com o mundo", frisou Marco Rubio.
O secretário de Estado norte-americano frisou que Washington não quer “que a Europa seja dependente, não estou a pedir que a Europa seja vassala dos Estados Unidos. Queremos ser parceiros. Queremos trabalhar com a Europa, queremos trabalhar com os nossos aliados, queremos trabalhar em cooperação convosco”. “E a nossa posição é que quanto mais fortes forem, em termos individuais, como países, e coletivamente como uma aliança, mais fortes serão os membros da NATO e mais forte é a NATO. Não vamos enveredar por reuniões e cordialidades, mas em ações concretas decididas em conjunto, de forma que sejam benéficas para vocês e para nós. De formas que sejam benéficas para os vossos países e para o nosso país”, acrescentou. Críticas à Europa em mensagem de unidadeNo sábado, Rubio, que é também conselheiro de segurança nacional de Trump, transmitiu uma mensagem de unidade na Conferência de Segurança de Munique, mantendo as críticas da administração à Europa após um ano conturbado para as relações transatlânticas.
As críticas de Trump à Europa, a imposição de tarifas sobre os países da UE e a sua ambição de adquirir a Gronelândia à Dinamarca, membro da NATO, levaram os líderes da Europa Ocidental a considerar cada vez mais a possibilidade de seguir um caminho independente.
"Esperamos que todos os países do mundo atuem no seu interesse nacional. É isso que os países devem fazer", disse Rubio. "Quando os nossos interesses nacionais estão alinhados, esta é uma oportunidade extraordinária para a cooperação e a parceria".
Robert Fico, que afirmou que a União Europeia está em "profunda crise", visitou Trump no mês passado na Florida e elogiou o presidente republicano, dizendo que iria trazer a paz.
Tanto Roberto Fico como o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, com quem Rubio se vai encontrar esta segunda-feira, na segunda etapa da sua viagem, foram acusados pelas instituições da UE de enfraquecer o poder judicial, os meios de comunicação social e o combate à corrupção.Bratislava e Budapeste mantiveram laços com Moscovo, criticaram e, por vezes, atrasaram a imposição de sanções da União Europeia à Rússia e opuseram-se ao envio de ajuda militar para a Ucrânia.
Trump é forte apoiante de Órban
Em declarações antes de partir de Washington na quinta-feira, Rubio afirmou que Trump apoia muito Orbán, que está atrasado nas sondagens de intenção de voto antes das eleições de abril, nas quais poderá ser derrotado nas urnas.
Orbán, um dos aliados mais próximos de Trump na Europa, é considerado por muitos na extrema-direita americana como um modelo para as políticas rígidas do presidente dos EUA em matéria de imigração e o seu apoio ao conservadorismo cristão.
Budapeste tem acolhido repetidamente eventos da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), que reúnem ativistas e líderes conservadores, estando previsto outro evento para março.
Enquanto outros países da União Europeia garantiram fontes de energia alternativas após a invasão da Ucrânia por Moscovo em 2022, incluindo a compra de gás natural aos EUA, a Eslováquia e a Hungria continuaram a comprar gás e petróleo russos, uma prática criticada pelos EUA. Rubio afirmou que este assunto seria discutido durante a sua breve visita.
Sobre a cooperação nuclear, a Eslováquia assinou um acordo com os Estados Unidos no mês passado.
Robert Fico disse esperar que um acordo com a emprea Westinghouse, sediada nos EUA, possa ser assinado até ao próximo ano, o que levaria à formação de um consórcio para a construção de uma nova central nuclear na Eslováquia até 2040. Acrescentou que a Eslováquia pretende comprar mais quatro caças F-16.
A Hungria e a Eslováquia elevaram as suas despesas com a defesa para 2% do PIB, menos do que alguns outros países e ainda muito aquém dos 5% do PIB até 2035, uma meta acordada pela NATO no ano passado após pressão de Trump. O primeiro-ministro eslovaco afirmou que Bratislava estava consciente da necessidade de aumentar as suas capacidades militares e que estava a trabalhar nisso.
Robert Fico divergiu de Washington a certa altura, ao criticar a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos EUA, no início de janeiro. Questionado sobre o assunto na conferência de imprensa, Rubio desvalorizou a divergência de opiniões.
"Muitos países não gostaram do que fizemos na Venezuela. Tudo bem. Isso foi do nosso interesse nacional. E então? Isso não significa que não seremos amigos", disse Rubio.
c/agências