María Corina Machado culpa Governo pela morte de preso político venezuelano-uruguaio

María Corina Machado culpa Governo pela morte de preso político venezuelano-uruguaio

A líder opositora e prémio Nobel da Paz, Maria Corina Machado, lamentou quinta-feira a morte do preso político venezuelano-uruguaio e responsabilizou o Governo da Venezuela pela sua morte.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Oraa - Reuters

"Mais uma vítima da crueldade infinita deste regime. Hoje lamentamos profundamente a morte de José `Pepe` Breijo, cidadão uruguaio-venezuelano de 71 anos, que faleceu após ter sofrido o horror do sequestro e da injustiça", explicou em um comunicado.

O documento, divulgado pelo Vente Venezuela, partido liderado por Maria Corina Machado, explica que José "Pepe" Breijo "foi preso em 2023, apenas por ter tirado uma fotografia".

"Encarcerado em Tocuyito, a sua saúde deteriorou-se gravemente. Quando lhe foi concedida a prisão domiciliária, descobriu que o próprio agente que o tinha detido, tinha saqueado a sua casa", explica a líder opositora sublinhando que "a prisão domiciliária não é liberdade", mas "outra forma de cativeiro".

Por outro lado, Maria Corina Machado, sublinhou que não descansará até conseguir a liberdade e a justiça para todos os presos políticos, civis e militares, na Venezuela.

Segundo a imprensa local, José "Pepe" Breijo foi acusado, em 2023, de alegados atos de terrorismo, após ter tirado uma fotografia a uma bandeira com inscrições em árabe num estabelecimento comercial de Caracas.

Permaneceu mais de dois anos na prisão de Tocuyito, no estado de Carabobo, período durante o qual os seus familiares e ativistas dos direitos humanos alertaram que se encontrava detido em condições desumanas.

A 26 de maio último, foi-lhe concedida a medida de prisão domiciliária. No entanto, ao regressar à sua residência, situada no edifício Pasquiareli, em Bello Monte, El Recreo, Caracas, constatou que o seu apartamento tinha sido ocupado por um agente do Grupo de Operações Especiais (GOES), que alegadamente participou no procedimento que levou à sua detenção em 2023.

Após várias denúncias o funcionário que ocupava o imóvel foi obrigado a despejado, mas teria levado consigo os pertences de Breijo, que um dia depois teve de receber atenção médica por apresentar um quadro respiratório grave que colocava a sua saúde em risco.

A organização não governamental venezuelana Foro Penal (FP) denunciou esta quarta-feira que a 03 de agosto de 2026 estavam detidas 382 pessoas por motivos políticos na Venezuela, 356 homens e 26 mulheres. Do total de detidos, 222 são civis e 160 militares, todos adultos.

Entre os detidos encontram-se 40 cidadãos estrangeiros ou com dupla nacionalidade.

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