Marine Le Pen quer retirar dupla nacionalidade aos judeus franceses

| Mundo

|

Se for eleita, a candidata presidencial da extrema-direita pretende obrigar os judeus com nacionalidade francesa e israelita a escolherem uma das duas.

A dupla nacionalidade é possível para pessoas que tenham dois passaportes da União Europeia. Mas, como lembra Marine Le Pen, citada no diário israelita Haaretz, "Israel não é membro da União Europeia e não se considera a si próprio como tal".

A dirigente da Frente Nacional anunciou que igualmente tenciona retirar a dupla nacionalidade a pessoas que acumulem o passaporte francês com o norte-americano ou com o de algum país magrebino. Já no que diz respeito à Rússia, Le Pen declarou que, para efeitos de dupla nacionalidade, tenciona tratá-la como se fosse um país da União Europeia. A Rússia, explicou, faz parte da "Europa de nações".

Na semana passada, a candidata da extrema-direita tinha reiterado o seu apoio à proibição de peças de vestuário características da religião islâmica, tal como essa proibição surgiu em França. Mas acrescentara que, em coerência, também é favorável à proibição das kipas - a pequena peça de indumentária que os homens judeus usam para cobrir o alto da cabeça.

Contudo, Le Pen não se limitou a preconizar a proibição das kipas: argumentou também, para ser ouvida pelos judeus: "A luta contra o Islão radical devia ser uma luta conjunta e toda a gente devia dizer:'Aí estamos a sacrificar alguma coisa' (...) Talvez eles [os judeus] se dêem por satisfeitos com usar um chapéu, isso seria um passo para o esforço de estigmatizar o Islão radical em França".

A informação mais vista

+ Em Foco

"Governar Portugal", sustentou o novo líder social-democrata no discurso de encerramento do 37.º Congresso do PSD, passa por "ter as pessoas como centro e razão da ação".

Abrir uma torneira e vê-la jorrar água. É um ato tão comum que nunca imaginamos um dia em que tal quadro possa desaparecer. Algo que está prestes a tornar-se realidade na África do Sul.

    Foram sinalizados casos de mutilação genital numa escola da Baixa da Banheira. Uma associação trabalha com turmas. Ainda há rapazes que defendem a "submissão" como "saudável".

      Uma caricatura do mundo em que vivemos.