Marrocos agradece "pressões" para libertar prisioneiros de guerra

O governo de Marrocos agradeceu hoje a "pressão internacional" que permitiu a libertação dos últimos 404 prisioneiros de guerra marroquinos detidos pelo movimento independentista saaraui, Frente Polisário.

Agência LUSA /

O ministro da Comunicação marroquino e porta-voz do governo, Nabil Benabdela, afirmou que "se fez justiça" com a libertação dos últimos 404 prisioneiros.

Nabil Benabdela recordou que Marrocos, com o "apoio da comunidade internacional" exigia há muito tempo que fosse "feita justiça" e que graças à "pressão internacional" os últimos prisioneiros foram libertados.

O ministro marroquino agradeceu aos Estados Unidos o "contributo" dado para a libertação dos prisioneiros de guerra, considerando "deplorável" que a Polisário "utilize vidas humanas e a liberdade dos seres humanos com fins políticos, para poder manobrar e negociar".

Benabdela realçou também que a libertação dos prisioneiros de guerra "não deve encobrir a situação nos campos de Tindouf (Argélia) e a reivindicação de Marrocos de que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) aceda livremente aos campos".

Marrocos considera que muitos dos refugiados saarauis em Tindouf se encontram ali contra sua vontade, considerando-os por isso "sequestrados".

Os 404 prisioneiros de guerra hoje libertados devem chegar à cidade marroquina de Agadir nas próximas horas.

Está previsto que o rei Mohammed VI receba sexta-feira no Palácio Real de Tetuão o senador norte-americano que supervisionou a libertação dos prisioneiros.


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