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COVID-19
Médicos franceses e alemães alertam para sobrecarga face ao aumento de casos
Os profissionais de saúde de França e da Alemanha deixaram este domingo mensagens de alerta para a sobrecarga dos hospitais, descrevendo um cenário limite. Os profissionais de saúde dos dois países exigem aos Governos medidas mais rígidas para reverter a tendência.
Em Paris, médicos dos cuidados intensivos afirmaram este domingo que o aumento do número de casos de Covid-19 pode em breve sobrecarregar a sua capacidade para tratar dos doentes, podendo forçá-los a escolher que pacientes tratar.
O aviso foi feito hoje num artigo de opinião assinado por 41 médicos da região de Paris, publicado no Le Journal du Dimanche, surgindo numa altura em que o Presidente francês, Emmanuel Mácron, tem defendido a sua decisão de não avançar com um confinamento total do país, como fez em 2020.
Desde janeiro, o Governo liderado por Macron tem imposto um recolher obrigatório e outro tipo de restrições. Mas, com o número de infeções a aumentar e os hospitais a ficarem com falta de camas nos cuidados intensivos, os médicos têm pressionado o Governo para um confinamento total.
“Nós nunca conhecemos uma situação como esta, nem durante os ataques [terroristas]”, afirmaram os médicos no artigo publicado no Le Journal du Dimanche, referindo-se aos atos reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico em 2015, que mataram mais de 130 pessoas e encheram as urgências de Paris com feridos.
“Estamos a correr de olhos abertos para a desgraça”
Por sua vez, na Alemanha, o presidente da Associação de Medicina Intensiva e de Urgências alemã (DIVI) alerta que as unidades de cuidados intensivos na Alemanha estão a chegar ao limite devido à pandemia, pedindo restrições mais severas para reverter a tendência.
“Estamos a correr de olhos abertos para a desgraça”, disse o responsável da DIVI, Gernot Marx, que pede um confinamento de duas a três semanas, em declarações à revista alemã Der Spiegel.
O especialista realçou que esse confinamento “salvaria muitas vidas e protegia muita gente da sequelas do coronavirus”.
O especialista realçou que esse confinamento “salvaria muitas vidas e protegia muita gente da sequelas do coronavirus”.
Segundo dados da associação, atualmente há 1.644 camas livres nas unidades de cuidados intensivos alemãs. Desde março, o número de pacientes em cuidados intensivos aumentou naquele país de 2.727 para 3.448.
A situação é considerada crítica a partir dos 5.000 doentes com Covid-19 nas unidades de cuidados intensivos.
A Alemenha registou 17.176 novos casos e 90 mortos nas últimas 24 horas, um aumento de mais de 3.000 casos em relação ao domingo passado.
A situação é considerada crítica a partir dos 5.000 doentes com Covid-19 nas unidades de cuidados intensivos.
A Alemenha registou 17.176 novos casos e 90 mortos nas últimas 24 horas, um aumento de mais de 3.000 casos em relação ao domingo passado.
c/Lusa