Mundo
Guerra no Médio Oriente
Médio Oriente. Guterres admite que ambos os lados estão a cometer crimes de guerra
O secretário-geral das Nações Unidas refere que há "motivos razoáveis" para acreditar que tanto EUA e Israel como o Irão estão a cometer crimes de guerra. Guterres diz ter a esperança de que os Estados Unidos possam entender que a guerra "foi longe demais" e que Trump consiga fazer parar o conflito.
Numa entrevista exclusiva ao Politico, na antecâmara do Conselho Europeu, Guterres admitiu que “se há ataques tanto no Irão como vindo do Irão nas infraestruturas de energia, penso que há motivos razoáveis para considerar que isso possa constituir um crime de guerra”.
Além desses ataques, o número crescente de vítimas civis em ambos os lados abre também a possibilidade de acusações de crimes de guerra. “Não vejo qualquer diferença. Não interessa quem aponta aos civis. É totalmente inaceitável”, diz.
“A guerra precisa parar... e acredito que está nas mãos dos EUA fazê-la parar. É possível [acabar com a guerra], mas depende da vontade política para isso”, refere Guterres.
“Estou convencido de que Israel, como estratégia, quer alcançar a destruição total da capacidade militar do Irão e a mudança de regime. E acredito que o Irão tem uma estratégia, que é resistir o máximo de tempo possível e causar o máximo de danos possível. Portanto, a chave para resolver o problema é que os EUA decidam afirmar que cumpriram sua missão”, acrescentou.
“O presidente Trump será capaz de convencer... aqueles que precisam ser convencidos de que o trabalho está feito. Para que o trabalho possa terminar”, referiu Guterres.
“Não tenho dúvidas de que corresponde à estratégia de Israel... de atrair os Estados Unidos para a guerra. Esse objetivo foi alcançado. Mas isso está causando sofrimento dramático no Irão, na região e até mesmo em Israel. E está a causar um impacto devastador na economia global, cujas consequências ainda são muito difíceis de prever. Portanto, precisamos absolutamente pôr fim a este conflito”, disse.
Guterres confessa que não falou com Trump desde o início da guerra, há três semanas, mas garante que está em contacto com a administração norte-americana.
“É vital para o mundo em geral que esta guerra termine rapidamente”, disse Guterres. “A situação está a sair de controlo e os ataques recentes representam uma escalada extremamente perigosa.”
Trump admitiu nas redes sociais que o ataque de Israel às instalações do campo de gás natural de South Pars na quarta-feira não tinha a sua aprovação, levantando questões sobre qual a influência real dos EUA sobre o aliado israelita.
“A minha esperança é que os Estados Unidos sejam capazes de entender que isto foi longe demais”, disse Guterres, que argumenta ainda que a Rússia está a ser o principal beneficiário da crise no Médio Oriente. “A Rússia é já o grande vencedor”, enfatiza.
Nesta entrevista, o secretário-geral da ONU aplaudiu ainda o facto de os líderes europeus se terem recusado em mandar navios para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, apesar da raiva com que Trump reagiu a essa atitude.
“Acho que esses países fizeram sua própria leitura da situação e acredito que tomaram a decisão de não se envolverem muito, sabendo que o objetivo mais importante é a desescalada”, refereiu Guterres.
Além desses ataques, o número crescente de vítimas civis em ambos os lados abre também a possibilidade de acusações de crimes de guerra. “Não vejo qualquer diferença. Não interessa quem aponta aos civis. É totalmente inaceitável”, diz.
Guterres parece considerar que Israel está a levar o conflito para a frente, e pediu ao presidente dos Estados Unidos para persuadir o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu a acabar com o conflito.
“Estou convencido de que Israel, como estratégia, quer alcançar a destruição total da capacidade militar do Irão e a mudança de regime. E acredito que o Irão tem uma estratégia, que é resistir o máximo de tempo possível e causar o máximo de danos possível. Portanto, a chave para resolver o problema é que os EUA decidam afirmar que cumpriram sua missão”, acrescentou.
“O presidente Trump será capaz de convencer... aqueles que precisam ser convencidos de que o trabalho está feito. Para que o trabalho possa terminar”, referiu Guterres.
“Não tenho dúvidas de que corresponde à estratégia de Israel... de atrair os Estados Unidos para a guerra. Esse objetivo foi alcançado. Mas isso está causando sofrimento dramático no Irão, na região e até mesmo em Israel. E está a causar um impacto devastador na economia global, cujas consequências ainda são muito difíceis de prever. Portanto, precisamos absolutamente pôr fim a este conflito”, disse.
Guterres confessa que não falou com Trump desde o início da guerra, há três semanas, mas garante que está em contacto com a administração norte-americana.
“É vital para o mundo em geral que esta guerra termine rapidamente”, disse Guterres. “A situação está a sair de controlo e os ataques recentes representam uma escalada extremamente perigosa.”
Trump admitiu nas redes sociais que o ataque de Israel às instalações do campo de gás natural de South Pars na quarta-feira não tinha a sua aprovação, levantando questões sobre qual a influência real dos EUA sobre o aliado israelita.
“A minha esperança é que os Estados Unidos sejam capazes de entender que isto foi longe demais”, disse Guterres, que argumenta ainda que a Rússia está a ser o principal beneficiário da crise no Médio Oriente. “A Rússia é já o grande vencedor”, enfatiza.
Nesta entrevista, o secretário-geral da ONU aplaudiu ainda o facto de os líderes europeus se terem recusado em mandar navios para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, apesar da raiva com que Trump reagiu a essa atitude.
“Acho que esses países fizeram sua própria leitura da situação e acredito que tomaram a decisão de não se envolverem muito, sabendo que o objetivo mais importante é a desescalada”, refereiu Guterres.