Menina italiana prestes a tornar-se a mais jovem beata não-mártir

Lisboa, 17 Dez (Lusa) - Antonia Meo, uma menina italiana que morreu com 6 anos, em 1937, pode vir a tornar-se a mais jovem beata não-mártir de sempre na história da Igreja Católica, noticiou hoje a agência Ecclesia.

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O decreto de beatificação de "Nennolina", como é conhecida a criança em Itália, foi promulgado hoje pelo Papa Bento XVI, que recebeu em audiência o cardeal português Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

As primeiras crianças beatificadas pela Igreja Católica foram, há sete anos, os pastorinhos de Fátima Francisco e Jacinta.

Antonia Meo morreu em Julho de 1937, depois de lhe ter sido amputada uma perna devido a osteosarcoma (cancro nos ossos).

Para "aliviar" o seu sofrimento, a menina escrevia centenas de cartas a Jesus, Maria, Deus Pai e Espírito Santo, que revelavam "uma vida de união mística verdadeiramente extraordinária", descreve a Ecclesia.

A possibilidade de beatificação e canonização de crianças não-mártires começou a ser estudada pelo Vaticano em 1981, muito por influência dos videntes de Fátima, depois de, em 1937, o Papa Pio XI ter proibido a Congregação para as Causas dos Santos de investigar os feitos de menores, por entender que não eram capazes de "virtudes heróicas".

Na audiência de hoje, Bento XVI aprovou os decretos sobre milagres que permitem seis novas beatificações (dois sacerdotes e quatro freiras) e os que reconhecem as "virtudes heróicas" de oito católicos.

ER.

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