Menor violada pelo pai garante que não abortará

Rio de Janeiro, 17 Mar (Lusa) - Uma brasileira de 13 anos, que ficou grávida depois de ser violada pelo pai em Novembro, garantiu hoje que não abortará, informou uma fonte oficial ligada ao caso.

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Esta história saltou para a imprensa depois de uma menina de 9 anos, violada pelo padrasto no Estado de Pernambuco, ter abortado legalmente dos gémeos que esperava num hospital público de Recife (nordeste).

Este facto levou o Arcebispado de Olinda e Recife a excomungar os médicos que realizaram o aborto.

O caso suscitou polémica e envolveu o próprio presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que lamentou "profundamente" a atitude da Igreja sobre o caso.

"Não há risco de existir a mesma polémica que teve lugar em Pernambuco porque a menina não pretende abortar, ela quer continuar com a gravidez", assegurou Lindidalva Batista, conselheira tutelar da menor de 13 anos de Guaratinga, no Estado de Baía.

A menor, que se encontra no quarto mês de gravidez, assegurou que foi abusada pelo pai desde a morte da mãe, há cerca de ano e meio.

Batista acompanhou a menor ao Instituto de Criminalística de Porto Seguro para realizar os exames periciais que confirmaram a violência sexual e posteriormente a um médico para fazer as ecografias necessárias e conhecer o estado de saúde tanto do bebé como da mãe.

"Ela não fez qualquer tipo de preparação para o parto mas agora que tenho a sua tutela faremos todas as visitas médicas necesssárias para que não tenha problemas durante a gravidez", salientou a responsável pela menor.

Quanto ao pai, a Polícia Civil de Guaratinga deteve-o depois de ter confessado aos agentes que tinha abusado da sua própria filha.

TM.

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