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Menos homens, mais robôs e drones. Mudanças nas Forças Armadas britânicas
Aos poucos estão a ser reveladas as mudanças nas Forças Armadas britânicas previstas para a próxima década. Para lá da já conhecida intenção de aumentar o número de ogivas nucleares, o Reino Unido vai diminuir o número de efetivos humanos e aumentar a capacidade militar de robôs e drones. A aposta passa também pela guerra cibernética.
A redução de homens tem sido constante ao longo dos últimos anos. Eram quase 100 mil em 2012, em 2020 já rondavam os 80 mil.
O objetivo é que ao longos dos próximos anos as Forças Armadas britânicas tenham 70 mil soldados prontos para a guerra.
Numa revisão de estratégia de defesa, o Governo pretende diminuir o número de tanques e aviões mas aumentar a quantidade de navios de guerra e submarinos.
Os Royal Marines, de acordo com a BBC, vão ser transformados numa Força Futura de Comandos, assumindo muitas das missões realizadas pelas forças especiais.
Vão receber mais de 200 milhões de libras de investimento direto, acrescenta a estação pública britânica, para garantir missões de segurança marítima e contrariar ameaças contra o Estado.
O objetivo das alterações que agora arrancam é tornar mais ágeis as forças militares. Para que isso aconteça, haverá também um forte investimento em robôs, drones, na guerra cibernética e também no Espaço.
Vai ser criado, à semelhança do que os norte-americanos fizeram, um Comando Espacial para coordenar as operações comerciais e militares do Reino Unido à volta do planeta Terra.